Em primeiro lugar, sabemos que a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio é um processo que não costuma acontecer em apenas um ano. No entanto, muitos que já terminaram o ensino médio há algum tempo decidem se inscrever e não sabem muito bem por onde começar a estudar. Para eles, o período entre as inscrições e o dia da aplicação das provas é precioso, pois é exatamente o que eles têm para se preparar - apenas alguns meses. Nesse caso, vale planejar para tirar o melhor proveito das matérias cobradas no exame e não chegar no dia de fazer a prova com tantas inseguranças e medos.

Dicas para se preparar para o Enem

Organizar um plano de estudos é fundamental, afinal, estudar todas as matérias, item por item, é humanamente impossível. Ler o edital e tomar conhecimento de todos os procedimentos, bem como de todos os temas cobrados é muito importante para se planejar. Daquilo que costuma ser cobrado, deve-se focar nos temas mais difíceis ou com os quais cada pessoa tem menos afinidade.

No geral, vale mais a pena dividir o tempo ao longo da semana, dedicando, por exemplo, duas horas diárias, em vez de concentrar os estudos em apenas dois dias da semana. Estudar por longas horas não ajuda nem um pouco a memorizar o conteúdo e dormir bem é outra necessidade da qual não podemos abrir mão, pois é durante o sono que as toxinas acumuladas ao longo do dia são eliminadas do nosso cérebro e nossa memória a longo prazo é formada.

Para manter a motivação, vale pensar em como finalmente vamos compreender aquele tema que nos parecia um bicho de sete cabeças durante o ensino médio, mas que agora vamos enfrentar como adultos. Às vezes, o problema não era nem a matéria, mas a forma como o professor ensinava. Assuntos dentro da química, física, matemática ou biologia tornam-se muito mais interessantes quando associados à nossa vida cotidiana - e pode ser que em nosso trabalho estejamos envolvidos com teorias complexas da física, por exemplo, sem nos darmos conta disso.

Uma atenção especial deve ser dada à prova de Ciência Humanas e suas Tecnologias, porque desde 2009 é a que mais cobra no #ENEM e costuma ter relação com a temida redação. São cerca de 45 questões envolvendo as disciplinas de história, geografia, sociologia e filosofia, podendo abordar temas variados como a história dos movimentos sociais, tecnologias e seus impactos na sociedade e na política, cidadania, questões ambientais e urbanização, etc. 

Para entender melhor os temas dentro de Humanidades, é importante estar atento às notícias atuais e procurar ligá-las a fenômenos sociais e históricos que tenham contribuído para que os acontecimentos se desenrolassem até aqui. 

Um bom exemplo - e que pode ser cobrado no Enem 2016 - está na polarização política brasileira que estamos testemunhando. Os conflitos entre o que se chama de "esquerda" e "direita" são complexos, pois existem muitos estereótipos associados a essas linhas políticas e o estudante perspicaz deve enxergar para além deles, procurando entender quais as reais origens do pensamento esquerdista e do pensamento direitista.

Tratando-se de redação, uma boa forma de praticar é escrevendo (à mão) resumos das matérias estudadas. Como esses resumos acabam se tornando materiais de consulta, é preciso que sejam redigidos com atenção à concordância, coerência e capacidade de sintetizar um tema de forma clara - habilidades que também são cobradas na redação.

No site oficial do Enem, está disponível o aplicativo "Hora do Enem", contendo diversos materiais para guiar o candidato em seus estudos. O acesso é gratuito e quem se inscrever pode tirar proveito inclusive de simulados que acontecerão ao longo do ano. #Educação #Dicas