Estudar e trabalhar na Irlanda continua atraindo brasileiros que sonham em fazer um #Intercâmbio no exterior. De fato, durante os últimos anos este foi o destino que mais apresentava vantagens para os estudantes, já que na Irlanda era possível estudar inglês por 6 meses, podendo trabalhar e ainda aproveitar 6 meses de férias. Além disso, o país era, e ainda é, apesar das variações do euro, uma das opções mais baratas de intercâmbio.

Entretanto, o aumento de brasileiros no país em busca de uma escola atraiu também golpistas para tirar proveito da situação, como “escolas fantasmas” ou instituições que fechavam de uma hora para outra, deixando os intercambistas em desespero, pois os cursos já haviam sido pagos. Assim, o governo irlandês precisou entrar em ação e algumas mudanças positivas começaram a ocorrer para proteger os estudantes brasileiros. Por exemplo, as escolas de inglês são avaliadas e precisam seguir regras rígidas para entrarem em uma lista de certificação.

Por outro lado, o excesso de brasileiros e a continuação dos golpes – cometidos por brasileiros ou não – levaram a imigração irlandesa a se tornar ainda mais rígida. Desta forma, nos últimos dois anos muitas regras novas surgiram e deixaram muitos intercambistas que ainda estão para embarcar confusos. Uma das principais mudanças foi a do visto de estudante, que passou de um ano para 8 meses em janeiro deste ano.

Outra alteração de grande impacto para o intercambista foi que a retirada do PPS (equivalente ao CPF brasileiro) deverá ocorrer apenas após a contratação em uma empresa, ou seja, após a entrevista de emprego, o brasileiro necessita de cerca de um mês para retirar o PPS, o que leva muitos empregadores a não registrarem seu funcionário ou contratar apenas quem já possui o documento.

A mais recente alteração feita pela imigração foi a obrigatoriedade do exame de proficiência TIE (Test of Interactive English). Este exame é feito pelo governo irlandês e reconhecido no país. O curso tem valor de aproximadamente 100 euros e é divido por etapas, um teste escrito e um oral. Antes desta regra, o aluno poderia concluir seu curso e receber o certificado de conclusão notificando em que nível de inglês terminou seu período de intercâmbio; por exemplo, após seis meses o aluno estava cursando o nível intermediário, logo isso seria apresentado em seu certificado.

Com a nova regra, a escola está impedida de emitir o nível do aluno no certificado sem que este tenha feito algum exame de proficiência. Não é obrigatório que o aluno faça o TIE, mas sim que faça algum exame de proficiência, como o IELTS. Entretanto, o exame irlandês é o mais barato entre os demais e já está sendo vendido pelas agências e escolas no pacote do curso de inglês. Os novos alunos já puderam perceber esta diferença no orçamento.

A mudança afeta apenas os que estão comprando novos cursos agora, ou renovando o visto, não sendo obrigatório para os alunos que obtiveram o visto antes disso entrar em vigor. Porém, mesmo os alunos antigos terão apenas o certificado de conclusão; se estes desejarem que o nível conste nos documentos terão que prestar algum exame também. #Europa #Estudar no exterior