Prevenção, orientação, educação e diversão. Estes são alguns dos pilares que transformam uma #criança e, nesse contexto, Rogério Almeida, idealizador do projeto “#ser criança”, construiu uma maneira de ensinar, alertar e prevenir a garotada sobre temas que poderiam ser considerados pesados, mas que ele soube lidar de maneira lúdica.

“Em 2010 fui contratado para fazer uma campanha de marketing para o segmento infantil, surgindo uma proposta para criar algo voltado contra a pedofilia. Então, resolvi abraçar essa causa e o projeto foi inventado exclusivamente para orientar e prevenir nossas crianças contra todo tipo de abusos infantis de uma forma diferenciada, com leveza e muita diversão. Eles conseguem se identificar com os casos encenados e falar do abuso sofrido. Já acumulamos 500 espetáculos teatrais e mais de 350 mil crianças orientadas e prevenidas pelo projeto”, conta Rogério.

Ele explica que o grande trunfo do “Ser Criança” é trabalhar temas dificilmente abordados no teatro destinado à garotada, mas que isso é muito importante tanto para que elas tenham conhecimento do assunto, como saberem identificar e lidar se passarem por alguma situação que viram nas peças. “Trabalhamos assuntos como o combate à pedofilia e às drogas, tráfico de pessoas, perigos da Internet, inclusão social, sustentabilidade, acessibilidade, importância da amizade e dos esportes, cuidados de higiene pessoal, o câncer infantil, entre outros. O segredo de como se lidar com esses temas é ter uma linguagem própria para crianças, fazendo do assunto algo mais leve e engraçado. Com isso, levamos a história para a inocência e mostramos como não cair em ciladas. As crianças tem de ter uma visão mais realista, porém em sua linguagem”, argumenta.

Atualmente, o projeto tem 11 personagens em bonecos, com suas características próprias e comuns, onde a garotada se identifica com um ou com outro durante a peça. Além disso, há o Mosquito Aedes Aegypti, que é usado nas apresentações para o ensino de como manter locais limpos para a prevenção da doença. “O gratificante do ‘Ser Criança’ é saber que estamos ajudando. Ainda temos muito caminho a trilhar, buscamos parcerias, patrocínios e temos até a meta de um dia ter um programa na TV voltado a isso. Mas hoje, se você me perguntar se estou feliz, com toda certeza eu digo que sim, pois através das apresentações e interações nós sabemos que muitos casos de pedofilia, bullying, drogas, assédios, entre outros foram descobertos e solucionados. Os pais agradecem e quando o próprio responsável é o agressor ou abusador, encaminhamos a situação para o órgão competente”, esclarece Almeida.

Para finalizar, o organizador ressalta que hoje o principal público do projeto Ser Criança são as escolas de Ensino Infantil de até 10 anos. “Mas pretendemos buscar apoio para levar até as comunidades carentes também, fora gravar um DVD para que o máximo de crianças possível tenha acesso às informações que queremos passar. Toda criança tem o direito de ser feliz e de ser criança!” #teatroinfantil