Um dos grandes problemas que incomodam profissionais das mais distintas redes de ensino é a questão da indisciplina, que quase em sua totalidade é marcada pela violência. Classificamos como #bullying todo tipo de #Violência entre iguais; portanto, é verossímil que esta prática aponte para novas derivações, que resultarão inevitavelmente em novas e modernas facetas de violência, como é o caso do #Cyberbullying (uma nova modalidade de violência praticada em ambientes virtuais).

A violência em sala de aula é resultado de uma série de fatores como o contexto social, econômico e cultural, o que nos leva a acreditar em duas possibilidades: ou o indivíduo vive em um ambiente violento, que poderá levá-lo a herdar um comportamento agressivo, ou é educado sob a ausência total de limites, o que o levará a crer que pode fazer aquilo que bem entender, sem consequência alguma. 

Pensando em viabilizar um trabalho mais específico e direto sobre esta temática, o Pedagogo e Geografo Prof. Dr. Ivan Cláudio Guedes publicou em seu site uma artigo intitulado "CYBERBULLY (Bullying Virtual). 2011" Indicações para Plano de Aula, onde aborda, por meio de uma visão crítica, o filme de mesmo nome.

Visto que a violência em sala de aula já se mostra como um diagnóstico real, segue a derradeira pergunta: É possível alcançar a paz, o respeito, a aceitação e a convivência? A resposta é sim. Entretanto é um processo longo, trabalhoso e para sua eficácia requer a intensa participação e envolvimento de toda a comunidade escolar. 

Transformando a realidade por meio de ações acertadas

É fato que muitos professores sentem-se acuados e coagidos por conta da indisciplina, da violência, das drogas e da ausência de respeito mútuo. A vivência professor-educando concentra-se em duas realidades divergentes. Os mecanismos de defesa da escola contra a indisciplina, o desrespeito e a violência são a repressão criada por meio de uma política regimental coercitiva que, na maiorias das vezes, distancia os atores do conflito ao invés de os unir, uma vez em que o autoritarismo tende a ser contestado, a ser desafiado.

O Projeto Chega de Bullying, da emissora de TV fechada Cartoon Network, afirma que "trabalhar em uma escola onde existe diálogo, inclusão, espaço para a resolução de conflitos e onde são firmadas diretrizes e regras de convivência, com a participação dos estudantes, diminui visivelmente a violência na escola e os conflitos entre pares". Os adolescentes tendem a se conscientizarem e a respeitarem mais, quando suas ideias, suas opiniões e suas vivências são valorizadas.

A paz em sala de aula deve ser construída por meio de um esforço coletivo, de uma política preventiva pautada em criação de campanhas de conscientização, cartazes, debates, visitas monitoradas, palestras, exibição de filmes, etc. Projetos como este, devem envolver os educandos e os pais (por meio da realização de assembleias, reuniões, mutirões, etc.). Quando os educandos se sentem respeitados dentro de sua individualidade, tendem a se conscientizar e a atrair para si a responsabilidade na construção de um ambiente sadio dentro das escolas. 

É importante criar mecanismos pautados na liberdade, expressividade e coletividade por meio do debate de ideias, a fim de que o educando compreenda por ele mesmo a necessidade da construção de um ambiente que respeite as diferenças e individualidades. Trabalhar com valores em sala de aula, implica também proporcionar a todos os educandos a garantia de seus direitos e a proteção coletiva. 

Lidar com a violência implica em assumir um desafio. Cabe aos docentes administrar e mediar estes conflitos, desenvolvendo nos educandos valores relacionados com a compreensão e o respeito mútuo, de modo a promover a valorização dos talentos e as habilidades de todos, e transformando assim o ambiente escolar em um espaço de interação, debate, enriquecimento, construção coletiva do aprendizado e aceitação.

Reportagem produzida pelo Fantástico, em escolas públicas do RJ.