O Palácio do Planalto apresentou, nesta quinta-feira, a medida provisória que apresenta alterações no ensino médio brasileiro. A ampliação da carga horária e a redução de conteúdo obrigatório como artes, sociologia e #Educação física foram os principais destaques da proposta. Veja, em tópicos, outras cinco mudanças incutidas na MP do governo federal, que só entrará em vigor depois da apreciação do Congresso Nacional.

Língua Inglesa

A partir do sexto ano, o ensino do inglês passa a ser obrigatório nas escolas. Na atual legislação, as instituições precisavam oferecer aos alunos algum idioma estrangeiro desde o quinto ano. O ensino de uma segunda língua agora é opção da "comunidade escolar".

Professores sem diploma

Se antes a lei exigia professores com diploma "em área pedagógica ou afim", isso não será mais preciso. A partir desta reforma, professores com "notório saber" poderão ser contratados dentro dos critérios de cada instituição.

Vestibulares

As universidades perderão a autonomia para montarem suas provas de vestibular, que agora precisarão ser de acordo com as normas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), responsável por gerir o conteúdo dos exames.

Módulos

Além de poder adotar o formato de créditos ou disciplinas, o ensino médio agora poderá ser dividido em módulos.

Disciplinas obrigatórias

Apesar de perderem o status de "obrigatórias", as disciplinas de artes, educação física, sociologia e filosofia ainda poderão ter conteúdos colocados no ensino médio. Isso dependerá da conclusão das normas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que deverá ficar pronto em "meados" de 2017, segundo o Ministério da Educação. #reforma do ensino médio