Nos dias de hoje, em que os alunos estão inteirados com as tecnologias e não largam os  celulares, tablets e seus aparelhos que os “conectam” com o mundo, ser professor é um desafio ainda maior. Mas Fabiano Oliveira, que dá aulas de Língua Portuguesa em escolas presenciais e no modo #ead, conseguiu ultrapassar essas barreiras. Natural de Sergipe, hoje ele mora em Aracaju e foi considerado por uma pesquisa de um site brasileiro como um dos seis professores mais influentes do País por usar métodos não convencionais em seu ensino.

“Não consigo me repetir. Desafio a mim mesmo todos os dias quando planejo as aulas”, argumenta. Na Escola Pública onde leciona, ele implementou um projeto para transformar uma sala de aula como um local de aprendizagem diferenciada, com instrumentos musicais, palco, lugar para leitura etc. “Quando crio uma aula, penso em trazer o conteúdo com uma nova roupagem. O quadro já não atrai. Estamos na Era da Digitalização, não posso lutar contra isso, então, tornei a tecnologia minha aliada. Dou todo o conteúdo do Currículo Nacional por outra ótica. Teatro, Música, Literatura, Jornalismo, Gramática e Música dialogam entre si”. Segundo ele, é este contexto que faz com que as suas aulas não se enquadrem nos moldes convencionais. “Não utilizo lousa, nem coloco os alunos sentados em filas. Deixo de lado o ensino que os jesuítas cometiam com os índios. Nosso formato de #Educação ainda é catequético, o que é uma pena”, ressalta.

Ele se diz emocionado por levar Sergipe ao conhecimento de todo o Brasil por meio do seu trabalho, pois é um local que enfrenta muito preconceito e, como ele salienta, ser professor já não é uma tarefa fácil, ainda mais em um cenário assim. “As dificuldades em ser professor não me fizeram parar, eu as utilizei como força motriz para dar o meu melhor. Quebrar um tradicionalismo secular causa estranheza aos estudantes, pais e sociedade. Mas é importante acreditar no próprio trabalho e na força do aluno”.

“A linguagem deles tem de ser a nossa linguagem”

Além de fazer da Literatura um meio de encenar peças e diversos modos de escrita, assim como a Gramática e as muitas formas normativas da disciplina em músicas, explicações sem livros ou lousas, Fabiano também lembra que se adequar ao aluno é importante. “Costumo dizer que o que me faz tão próximo aos meus alunos é usar a linguagem deles. Minha avaliação é mais qualitativa que quantitativa e elas respeitam isso. Ter carisma e domínio do espaço e do conteúdo são fundamentais para o sucesso de qualquer professor”.

De acordo com Marli Barreto, diretora da escola em que ele dá aulas presenciais, seu método tem trazidos bons retornos. “Ele mostrou interesse em fazer algo fora do convencional quando me procurou  para desenvolver o projeto da ‘Central de Estudos de Linguísticos e Literários’. Nós, da equipe administrativa da instituição, achamos extraordinário e apostamos na ideia, abrindo o espaço para essa metodologia  inovadora, que tem trazido ótimos  resultados, tanto no âmbito  pedagógico, quanto estrutural”. Para ela, isso é visível no rendimento dos alunos, que mostram um grande crescimento individual e cultural.

Fábio Figueirôa, diretor do instituto em que ele ministra aulas no modo EAD, comenta que o professor faz parte do corpo docente por saber se adequar à linguagem dos alunos. “Nosso foco são os concursos públicos, então, o Fabiano sabe ministrar as suas aulas de uma forma que deixa o estudante interessado com seu jeito espontâneo. E ele tem bastante experiência no ensino para concurseiros, fazendo com que sua interatividade aliada ao conhecimento torne o seu curso bastante procurado”.

Mesmo com esse reconhecimento, Fabiano Oliveira ressalta que não vai parar de reciclar suas aulas, pois é isso que faz com que ele acorde e agradeça por mais um dia de trabalho. “Todo professor tem de usar a criatividade para dar aulas, pois nossa área já é difícil no País. Educação é agora sério. Se não fizermos algo diferenciado, sempre enfrentaremos barreiras”. #LínguaPortuguesa