Foi anunciada na tarde desta quinta-feira (22) a tão esperada #reforma do #Ensino Médio brasileiro. A proposta oficializada pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), estabelece que os currículos do ensino médio sigam algumas diretrizes por área de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da naturezaciências humanas e formação técnica e profissional. O novo modelo permite flexibilizar as matérias, ou seja, no último ano e meio, o aluno poderá priorizar assuntos para a sua formação, de acordo com que a escola pode oferecer. A atual carga horária aumenta de 800 para 1.400 horas anual. Para isso, os colégios terão que instituir o turno integral. Isso elevaria o tempo de aula de 4 para 7 horas por dia.

As matérias básicas continuam obrigatórias nos três anos, como língua portuguesa e matemática. E deixam de ser obrigatórias, as disciplinas de #Educação Artística/Artes e educação Física, que serão cobradas apenas no ensino infantil e fundamental.

As mudanças foram feitas através de medida provisória (que vigora  assim que for publicada no Diário Oficial da União), segundo o ministro da educação Mendonça Filho (DEM-PE), 'À relevância e urgência de melhorias' eram necessárias. 'Não podemos ser passivos, não podemos ser tolerantes. Precisamos ter coragem para mudar. Essa mudança foi discutida', justificou o ministro.

A atual etapa do ensino médio é considerada engessada e acaba sendo desinteressante para os jovens. O governo espera que as medidas entrem em vigor já a partir de 2017 e sejam colocadas gradualmente na redes de ensino até 2018. 

Reforma não pensou na infraestrutura dos Estados

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) Daniel Cara, não houve diálogo com a população, e a medida provisória não permite uma discussão mais profunda da sociedade e o congresso. Segundo ele, não é interessante fazer uma reforma tão séria como essa, sem um debate amplo com as comunidades escolares, pesquisadores, professores e alunos. 'Essa reforma é cosmética porque só se dedica a mudar o percurso e não enfrenta questões estruturais, como infraestrutura das escolas, profissionais de educação, quantidade de alunos em sala de aula', disse.

Segundo o ministro Mendonça Filho, o governo deve investir R$ 1,5 bilhão em dois anos no projeto de ensino integral.