Em 2015, o governo federal anunciou um corte no orçamento das universidades públicas federais. Com a redução, que permaneceu e se agravou este ano, as instituições continuam a enfrentar a ameaça de falta de verba para realizar ações.

Segundo o jornal Estado de Minas, os trabalhos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontram-se comprometidos pela redução na verba. De acordo com alguns professores e alunos, o clima de incerteza é grande, sobretudo nos cursos que envolvem trabalho em laboratório e necessitam constantemente de materiais para uso em sala de aula. Em alguns casos, como Odontologia, alunos relatam que professores têm recomendado a reutilização de material nas aulas, tudo para evitar o desperdício e lidar com a possível ausência de matéria-prima para novas atividades.

Para a comunidade em geral da universidade os efeitos da crise puderam ser sentidos no custo da alimentação no bandejão, que teve um aumento na volta às aulas de R$ 4,15 para R$ 5,60, e também na maior recorrência do atraso no pagamento de bolsas.

De acordo com dados publicados pelo Ministério da #Educação em agosto, está previsto um corte de 45% nos investimentos das 63 universidades federais para 2017. A redução teria surpreendido a todos, já que a expectativa era de que o #Governo ao menos mantivesse os valores de 2016.