Realizar uma pós-graduação strictu sensu é um dos desafios frequentes nas listas de metas pessoais como, por exemplo: “coisas para fazer antes de morrer” ou “trinta metas antes dos trinta anos”. De fato, é uma oportunidade enriquecedora para quem decide se dedicar e deseja construir uma nova perspectiva de vida através da carreira acadêmica.

Mas entre a realização pessoal e o relacionamento intenso com o objeto de pesquisa escolhido, está a convivência entre orientador e pós-graduando. Por isso, listamos aqui quatro dicas de acordo com experiências próprias e relatos sobre como esse trabalho em conjunto pode dar certo, afinal, serão de dois a quatro anos, aproximadamente, de pesquisas e conversas aprofundadas, a depender do tipo de pós-graduação.

A princípio, depois de concluir o projeto de pesquisa a ser submetido para a banca de mestrado ou doutorado, observe se na universidade existe um orientador que possa contribuir de fato com a sua pesquisa, se suas ideias são compatíveis. Esta é uma das decisões mais importantes para garantir sua produtividade e sucesso para o investimento de tempo, intelectualidade e dinheiro que o acompanhará por toda a sua carreira. Além disso, é o primeiro passo para que a relação seja estabelecida de forma amigável e produtiva, podendo se tornar uma parceria por vários anos.

1. Leve seu texto para revisão antes de entrega-lo ao seu orientador

Fato que muito aborrece o orientador: a entrega de textos sem a revisão (ABNT e gramatical). A maioria dos pós-graduandos pensa que a revisão deve ser feita apenas na finalização do trabalho, o que é um equívoco. Seu orientador espera o trabalho sempre com o mínimo de deficiências, para assim, se debruçar na maior parte do tempo na teoria e no tratamento de dados e fontes.

2. Instigue seu orientador

Leve para ele questionamentos, sem medo. Muitos estudantes ficam temerosos principalmente ao se deparar com a bagagem dos seus mestres. Mas, lembre-se: a pesquisa é o que os move. Quanto mais questionamentos e ideias sendo confrontadas, melhor o desempenho, até para motivar o pós-graduando a escrever horas a fio, no seu período de isolamento necessário.

3. Nunca insira o nome do seu orientador em trabalhos sem antes informá-lo

Durante o processo, além da pressão para a conclusão da pesquisa, o pós-graduando ainda conta com a necessidade de construir um currículo promissor. Compromisso desesperador em alguns momentos, porque requer planejamento para administrar o tempo de escrita da pesquisa, artigos, revisões, apresentação de trabalhos...

Alguns artigos e trabalhos podem sim ter a participação dos orientadores, e isso é muito bom, inclusive. Mas às vezes ocorrem desentendimentos entre pós-graduandos e orientadores devido a inserção do nome do professor sem o seu conhecimento prévio. Lembre-se: toda a escrita revela a identidade de quem a produziu, e ele não deseja o seu nome em materiais desconhecidos.

4. Cumpra com os seus prazos

Cumpra com seus prazos e nada de criar prazos impossíveis, certo? O cronograma da pesquisa não estava no seu projeto sem motivos. Além dele guiar o pós-graduando, ajuda-o a cumprir suas metas. E ser fiel aos seus compromissos demonstra empenho e favorece sua credibilidade e confiança na relação não só com o orientador, mas com toda a rede acadêmica.

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