A renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (##fies) para o segundo semestre de 2016 ainda não aconteceu. O motivo se deve a uma dívida do governo com Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil, instituições financeiras responsáveis pelo programa que possibilita aos estudantes de baixa renda financiarem o curso em universidades privadas cadastradas, somando R$ 700 milhões de reais, referentes às taxas de administração dos contratos.

De acordo com o ##MEC, a atual gestão do presidente Michel Temer encontrou o #Fies sem orçamento para a quitação da dívida, devido a um corte sofrido no governo anterior. As instituições financeiras já se pronunciaram a respeito e informaram que, sem a quitação do montante, não irão liberar recursos para serem realizados os #aditamentos desse segundo semestre, totalizando assim 1.863.731 contratos, que encontram-se ‘bloqueados’, em mais de 1.358 instituições de ensino superior.

As faculdades já haviam aberto a possibilidade dos alunos continuarem estudando, visando não prejudicar o ano letivo, acreditando que todo o problema já haveria sido resolvido até o mês de agosto, o que não aconteceu. Logo, ogo as instituições estão ameaçando a cobrança da mensalidade dos alunos cadastrados no programa ou deixar o mesmo no começo do primeiro semestre de 2017.

Cientes do atual quadro, o Congresso Nacional, em sua sessão conjunta, nesta terça-feira (04), apresentará o Projeto de Lei n° 8 de 2016 que, em sua ementa, sugere: "Abri ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério da Educação e de Operações Oficiais de Créditos, no valor de R$ 1.1 bilhão, sendo R$ 702,5 milhões destinados ao #Fies", quitando a dívida atual com as instituições financeiras, todavia pautas como reforma política, repatriação, pré-sal e PEC do teto de gastos, podem ser dadas como prioridades deixando em segundo plano e adiando, mais uma vez, o projeto de lei que visa liberar o crédito para o ministério da educação.

Durante o mês de setembro, estudantes espalhados pelo Brasil já vêm mostrando sua indignação com o atraso do ##Aditamento para o segundo semestre do ano, indo às ruas e realizando protestos. Em São Paulo, na noite da segunda-feira (3), um grupo de estudantes realizou um protesto na Pontifícia Universidades Católica de São Paulo (PUC-SP), reivindicando a aprovação do projeto de Lei n° 8 que será votado no Congresso Nacional.