Após rumores da sua extinção, foi confirmada a continuidade do programa Ciências sem Fronteiras no Brasil. Dessa vez, o foco será estudantes de pós-graduação e alunos do ensino médio que desejam #Estudar no exterior e aprender um novo idioma no período de férias. Para a pós-graduação, os alunos devem ser selecionados por universidades internacionais renomadas e, ao contrário da versão anterior, em 2017 terão oportunidades os alunos da área de conhecimento das ciências humanas e artes.

Além disso, bolsas de mestrado também poderão ser pleiteadas. Ainda não se sabe qual o número exato de bolsas a ser concedido; depende do orçamento a ser aprovado pelo Ministério da #Educação.

Já foi tomada a decisão de priorizar as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Porém, o curso de línguas para os alunos do ensino médio ainda está em discussão. A Capes ((Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) ainda não especificou os critérios para definir uma instituição de excelência.

Até então, estudantes de graduação, os mais beneficiados no #Intercâmbio em 2011, foram excluídos do novo formato. Mendonça Filho, o ministro da educação, afirma serem os cursos de pós-graduação bem-vindos e necessários.

Ciências Sem Fronteiras: críticas e polêmica

Desde o lançamento do programa, com a concessão de 92 mil bolsas, foram gastos cerca de R$12 bilhões de reais, com ênfase nas áreas de Engenharia, Biologia, Ciências da Saúde e a Indústria Criativa. Porém, um trabalho de comissão foi iniciado em 2015 para a realização de um balanço sobre o desempenho dos investimentos até então.

Apesar do avanço em algumas pesquisas, Mendonça Filho afirma que o programa beneficiou muitos alunos que saíram do país sem dominar a língua estrangeira. Também compara o custo do programa com o valor gasto pelo MEC com a merenda escolar para 39 milhões de alunos.

Com isso, a nova fase do programa busca melhorias como:

  • Atualização dos guias para adaptação dos estudantes;
  • Aperfeiçoamento dos mecanismos de contato com as instituições de ensino estrangeira;
  • Contato com agências para oportunidades de estágio;

Mesmo com todas as dificuldades reconhecidas, é importante salientar a importância do programa para o país, porque ainda são poucos os pesquisadores no Brasil. Os investimentos até então, é de aproximadamente 1,2 % do PIB, enquanto em países como Estados Unidos, China e Israel essa porcentagem supera os 2%.

Essa inserção do Brasil nas pesquisas internacionais, com redes globais de pesquisadores e desenvolvimento científico, é necessária e o Ciências sem Fronteiras é a chave para novos avanços.