Após um período de forte investimento do Governo em programas educacionais, como, por exemplo, o Pronatec, tem-se como resultado um fortalecimento da mão-de-obra qualificada brasileira. Parece que o preconceito de que cursos técnicos são destinados apenas à classe mais pobre da população finalmente está se exaurindo.

Ao analisar os estudantes frequentadores de cursos técnicos é impressionante a miscigenação encontrada. Existem jovens que acabaram de sair do Ensino Médio, bem como pessoas com mais experiência, inclusive já aposentadas que estão aprendendo um novo ofício ou realizando um sonho antigo, estudar. Como se vê, pode se ter dentro de uma sala de aula as mais diversas classes sociais.

As pessoas que estão realizando um curso técnico alegam ser um meio mais barato e rápido de se adentrar ao mercado de trabalho, pois em regra, são cursos mais baratos e com duração média de dois anos e meio, variando de curso.

Conforme a CNI - Confederação Nacional da Indústria - no ano de 2014, um quarto da população brasileira já frequentou ou frequenta um curso profissional e nove em cada dez estudantes concluem o curso. A principal razão que leva o brasileiro a fazer um curso profissional é ingressar mais cedo no mercado de trabalho e as maiores dificuldades são a falta de tempo e de recursos financeiros. Cabe ressaltar que, 35% continuam trabalhando na área em que fez o curso, 25% dos brasileiros com 16 anos ou mais frequentam/frequentaram curso de educação profissional, 43% da demanda de #Educação profissional é atendida pelo Sistema S, 53% apontaram o ingresso mais rápido no mercado de trabalho como uma das três principais razões para fazer um curso profissional, 40% escolheram a falta de tempo para estudar como uma das três principais razões para não terem feito um curso profissional, 61% dos entrevistados que frequentaram a educação profissional atuam ou já atuaram na área do curso.

Atualmente, inúmeros são os cursos técnicos e tecnólogos ofertados no mercado de trabalho, sendo que, no Brasil, a maior procura das empresas, diz respeito a profissionais habilitados nos cursos técnicos em: automação industrial, logística, mecânica, eletroeletrônica.

Ainda, os cursos financiados pelo #Governo Federal são distribuídos de acordo com as necessidades regionais, desta forma, em regiões interioranas onde se trabalhe com a produção de leite, haverá a oferta de cursos técnicos em agropecuária ou em laticínios, por exemplo.

Portanto, o curso técnico pode ser a saída para aquelas pessoas que procuram se qualificar de uma forma barata e ingressar rapidamente no mercado de trabalho.