A globalização está aí e com ela uma diversidade cultural sem precedentes. O mercado, principal interessado nessa rede étnica e linguística, cobra a sua parte: hoje em dia ter o #inglês no repertório não é mais o diferencial, é o básico, mas como falar inglês? É possível ser fluente sem morar fora? Que escola encontrar?

Kathia Candido professora há 15 anos e detentora dos principais certificados (CELTA e CPE), diz que o estudo de um idioma não deve estar atrelado somente ao mercado de trabalho e a ascensão profissional. “Entendo o ‘falar inglês’ como instrumento de empoderamento individual: ao ser fluente (ou ter um certo nível de proficiência no idioma), você se sente confiante e seguro o suficiente para abrir aquela famosa porta que dá acesso a um mundo de opções.”, diz.

Bárbara Hernandez é certificada com nota máxima pelo CPE (Cambridge Proficiency Exam), professora desde os 17 anos nas principais escolas no Brasil e hoje vive em Dublin, na Irlanda. Segundo ela, o idioma foi o grande responsável por tudo que tem hoje. "Saber uma segunda língua multiplica suas possibilidades em termos cognitivos, sem mencionar o fato de te dar independência e autonomia para viajar, ler livros, ver filmes e consumir cultura de outros lugares, o que de certa forma, te faz refletir e analisar sua própria língua e cultura. "

As duas professoras são enfáticas em dizer que o caminho para o aprendizado é a paciência, dedicação, exposição ao idioma e prática. Kathia diz que é preciso esquecer a pressa e curtir o processo de aprendizagem fugindo de promessas ilusórias: " Não acredite em soluções rápidas, mágicas ou métodos revolucionários e mirabolantes.". Já para Bárbara, um aprendizado eficiente depende muito do aluno e de como ele aprende. Para ela, tanto as escolas, quanto as aulas particulares, tem vantagens e desvantagens. Numa escola você pode construir o conhecimento de maneira colaborativa, compartilhando dúvidas e aprendendo por meio do senso de comunidade, contudo você não terá atenção focada nas dificuldades individuais. "Para quem está começando a estudar inglês, eu não recomendo aulas particulares, pois você ainda não sabe quais são seus pontos fortes e fracos, não sabe ainda qual aspecto precisará focar.", diz.

Com relação ao intercâmbio ser o único caminho para um aprendizado eficiente, Kathia Cândido esclarece: "Definitivamente não. Conheço excelentes professores de inglês que possuem CPE com nota A, que jamais estiveram em qualquer país cujo idioma oficial seja inglês.", declarou. Já para Bárbara Hernandez morar ou estudar fora é uma experiência cultural maravilhosa que pode expandir horizontes, proporcionar muitas situações em inglês, mas não necessariamente te trazer fluência. "Estudei inglês por muitos anos e comecei a dar aula sem nunca ter pisado fora do país. As pessoas sempre ficavam impressionadas quando eu dizia nunca ter morado fora!"

O negócio é não ter pressa, estudar muito, se planejar, ter contato com o idioma diariamente e ter calma, paciência mesmo. "É preciso se desligar da ideia de que 'só serei fluente quando entender tudo o que ouvir e conseguir me expressar de diferentes formas em situações distintas'. É fundamental que você se pergunte: “Quanto de inglês eu preciso na minha vida?, alerta Kathia. Bárbara conclui que ser fluente é conseguir desempenhar determinadas funções com conforto e naturalidade, " Com pouco tempo de exposição, você não será proficiente na língua, ou seja, estará longe de dominar todas as funções e particularidades do idioma, mas poderá saber certas coisas muito bem, como apresentar-se, falar das suas preferências, manter uma conversa num nível pessoal, etc."

Resumindo: Não se cobre além do necessário, mas estude. #Emprego #Emprego pelo Mundo