Hoje, como  mãe, tenho outra visão de mundo. A partir do momento em que um casal resolve trazer ao mundo, adotar ou apadrinhar uma criança, juntamente vem a obrigação de dar a ela o melhor possível. E isso eu não digo nas questões de brinquedos e assuntos que são considerados supérfluos para alguns, mas sim colocá-las diante de uma realidade que é difícil até para nós entendermos.

Nessa Era Tecnológica em que todos tem voz, saber discernir entre o certo e o errado é uma grande missão. Quantas pessoas já não “mataram” celebridades na internet e nem  conferiram se a informação era verdadeira? Ou seja, nossas crianças já nascem infiltradas em um “mundo de ninguém”.

Vejo muitos meninos por volta de 10 anos no playground, mas ao invés de estarem com os joelhos ralados por brincarem de pega-pega, polícia e ladrão ou até mesmo alguma partida de futebol, estão com seus tablets, hipnotizados, sem ao menos responderem ao “olá”  dos que passam. E se alguém interromper o jogo, ainda é capaz de escutar palavrões dignos de uma briga de boteco. Ou seja, o que podemos fazer diante dessa infância?

Mudança do que é certo ou errado

Agora, pelo erro dos outros, eu trago pra mim tudo o que não quero para o meu filho. Quero que ele seja alegre e converse com todos, sem preconceitos. Porém, também tenho o dever de vigiá-lo, mesmo que o “crie para o mundo”. Também não quero que meu filho ganhe o seu primeiro tablet logo, mesmo que seja para entretê-lo com jogos educativos enquanto eu trabalho. Ele tem de aprender que passar o tempo com brinquedos “de verdade” e soltar a imaginação acrescentam muito mais ao seu futuro.

Desejo que ele chegue em casa com o cotovelo esfolado, pois jogou bola e escorregou. Não há maneira melhor para aprender que todo risco tem seu preço como essas situações. E as cicatrizes no corpo mostram o quanto a #Infância valeu a pena, mesmo que agora seja vivenciada em áreas de lazer em condomínios.

E, claro, em um mundo tão volátil, em que amizades de ocasião são normais, espero que ele tenha amigos de infância para sempre e isso vá além de um "Feliz Aniversário" no Facebook.

Como lidar com um mundo às avessas?

É essa inversão de valores que me deixa angustiada. Os pequeninos estão sendo criados em um clima em que ter é poder, a internet é mais interessante do que a vida fora das redes sociais, onde estudar é um martírio, já que pelo Google elas podem saber sobre tudo e todos, além de encararem os pais, muitas vezes, como "amigos". Não, eles devem ser mais do que isso: os que educam, ensinam, cuidam,  instruem,  dão bronca e, acima de tudo, amem seus filhos.

Estamos perdendo nossas crianças para um mundo novo, com mais intensidade e “corpo”, e cabe a nós sabermos como lidar com isso. Crianças são crianças. Basta saber como colocarmos isso em prática, para pensarmos em um amanhã de sucesso para elas. #Educação #eradigital