A metodologia utilizada na produção do Projeto Político Pedagógico (PPP) está satisfatório para as perspectivas esperadas no contexto escolar? E quanto as perspectivas da família, faz parte do projeto? E o processo prático de ensino está de alguma forma relacionado ao PPP?

O que é Autismo?

O #Autismo ou TEA (Transtorno do Espectro Autista) possuem características específicas e observáveis, o diagnóstico só pode ser fixado por um médico psiquiatra ou neurologista. Segundo o DSM-5, "as características essenciais do transtorno do espectro autista são prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.

Publicidade
Publicidade

O estágio em que o prejuízo funcional fica evidente irá variar de acordo com características do indivíduo e seu ambiente."

Projeto Político Pedagógico, o que é?

O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento que reflete a proposta educacional da escola. É através dele que a comunidade escolar pode desenvolver um trabalho coletivo, cujas responsabilidades pessoais e coletivas são assumidas para execução dos objetivos estabelecidos.

Há também em vigor (desde o ano 2001) o PNE (Plano Nacional de Educação), o qual cada escola construirá, colocando foco na quantidade de ações. Juntamente a este está o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), com intervenções previstas até o ano 2022 com foco na qualidade de ensino.

Como a Psicologia poderia contribuir para o PPP?

O dia 27 de dezembro de 2012 foi um marco histórico na luta pelos direitos dos autistas no Brasil.

Publicidade

A lei 12.764 Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

O importante ponto é a proibição de qualquer escola recusar uma pessoa com autismo. A partir desta lei, fica claro o direito de todo autista a uma escola regular, pública ou privada. Segundo o neuropediatra José Salomão Schwartzman, “todos tem direito, mas nem a todo autista convém”. Este autor faz referenciação aos níveis autísticos, pois nem todos apresentam os sintomas clássicos do autismo. Pensando nisto, estudar uma adequada formulação do projeto político pedagógico, dentro de uma perspectiva clínica da Psicologia, fomentaria o sistema de #Educação Especial, o tornaria mais prático e usual na instituição de ensino devido o justo conhecimento desse individuo. Além disso, potencializaria futuras melhorias (funcionais) na atuação pedagógica. Hipoteticamente, se tornaria também um instrumento para a orientação com a família no pré cadastro, conscientizando as dificuldades pedagógicas e procedimentos de continuidade educacional fora do estabelecimento, o que contingentemente tornaria positiva a perspectiva da população sobre a evolução da educação especial, pois esse método auxiliaria atingir a meta 1.11 do atual PNE: Atendimento educacional especializado.

Publicidade

Hipóteses para integração do aluno

Potencializar a inclusão a partir da visão clínica, visando identificar as dificuldades presentes no percurso e no desenvolvimento do aluno dentro da instituição, identificar a postura, metodologia didática e dificuldades do educador, e identificar as dificuldades e distorções presentes no setor familiar, quanto aos objetivos e resultados esperados por eles.

Supostamente, espera-se a minimização das dificuldades e das ações discriminatórias, vindas tanto por parte administrativa quanto docente. Espera-se também a exclusão da estigmatização, e o fortalecimento do apoio interdisciplinar e familiar. Como resultado poderá estudar, construir e/ou aprimorar novas estratégias de potencialização da inclusão do aluno autista, compreender quando, como e quais fatores sintomáticos do autista estão presentes durante o processo educacional. #Política Educacional