Foi-se o tempo em que os alunos que possuíam um conteúdo extenso da #gramática normativa, ou sabia todas as fórmulas matemáticas de cor, eram os grandes candidatos à aprovação nos vestibulares. Porém, já há alguns anos, essa realidade tem sido relativa. É claro que a gramática normativa, por exemplo, é importante para uma prova (linguagens, códigos e suas tecnologias), mas não o essencial. Hoje, o que as provas requerem é um alto grau de cultura, que por sua vez é adquirida pela carga de leitura que o candidato adquiriu ao longo da vida.

Não é difícil ver "donas de casa", que já passaram pelo ensino médio - segundo grau na época - há muito tempo se aventurarem no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) e se darem bem por conta dos romances, livros didáticos, biografias e outros gêneros que já leram na época estudantil.

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A interpretação do texto é facilitada

É maravilhoso quando nos deparamos frente a uma prova e o texto dela é uma crônica, trecho de um romance, ou um poema que já lemos um dia, e que tivemos um bom entendimento por conversar sobre ele em sala de aula ou com um amigo. Certamente, esse contato facilitará demais o processo de resolução das questões, já que nas provas atuais busca-se, além dos elementos de coesão construtivos do texto, a coerência, o implícito, o subentendido.

Não importa o tipo ou gênero textual

Normalmente, as provas de vestibulares trazem textos narrativos e dissertativos, por isso é fundamental que o candidato a uma vaga na universidade seja um leitor, ao menos esporádico, de jornal, desde que tenha contato com variados tipos e gêneros textuais. Exemplo disso são as charges e tirinhas que aparecem com abundância no ENEM.

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A mestre em Geografia Humana e professora da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Ana Regina Bastos diz em seu artigo A Literatura e o ensino de outras disciplinas escolares que " tanto os textos científicos como os de ficção são instrumentos úteis no processo de construção do conhecimento e da capacidade de percepção" e também "a literatura amplia a percepção do mundo e enriquece o ensino de outras disciplinas escolares".

Ler o que gosta é um bom começo

Não é segredo que boa parte, em geral jovens, dos brasileiros, não são adeptos da leitura, muito por conta de redes sociais que os distraem com assuntos do dia a dia de caráter pessoal, outros por que não têm paciência. Por isso, uma boa dica é ler sobre o que gosta, ainda que seja inviável que tal assunto possa cair numa prova, o mais importante é iniciar o hábito. Agora, não custa buscar os campeões de assiduidade nos vestibulares: Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Luís Fernando Veríssimo, e outros. #sala de aula