Na última quarta-feira, 8 de fevereiro, a Reforma do Ensino Médio foi aprovada pelo Senado, com 43 votos favoráveis e 13 contrários, e agora aguarda a sansão de Michel Temer.

Trata-se de um conjunto de novas diretrizes, que foram implementadas por meio de Medida Provisória, em setembro de 2016, e foi alvo de muitas manifestações contrárias, como a ocupação das escolas pelos estudantes.

Não há dúvidas sobre a posição do presidente, que já se manifestou, agradecendo ao Senado e ao Congresso Nacional, pelo apoio “a mais essa importante etapa vencida na agenda de reformas”.

Segundo Temer, as mudanças flexibilizarão a grade curricular, o que permitirá ao estudante adaptar as disciplinas as suas preferências e necessidades pessoais.

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O presidente também considera que ela aproximará a escola do setor produtivo.

Entenda as principais mudanças trazidas pela Reforma do Ensino Médio

Grade Curricular

Hoje é composta por 13 disciplinas, que são obrigatórias. A partir de agora, apenas a Língua Portuguesa e a Matemática serão obrigatórias, no três anos da formação.

Carga Horária

Atualmente, a LDB estabelece a carga horária de 800 horas anuais, distribuídas em 200 dias letivos. Com a aprovação das novas medidas, a carga horária será progressivamente ampliada para 1.400 horas.

Professores formados x Profissionais de notório saber

Atualmente, apenas os professores licenciados podem ministrar aulas, dentro de suas respectivas áreas de conhecimento. Com a reforma do Ensino Médio, profissionais considerados com "notório saber" terão permissão para dar aulas em cursos de formação técnica e profissional, que estejam ligados a suas s áreas de atuação.

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Duração

Hoje é de três anos. Com a reforma, no ensino técnico, será possível obter certificados, a partir do cumprimento de módulos.

Reforma do Ensino Médio: entre aplausos e vaias

Esse é um tema que tem causado muita #Polêmica e acirradas discussões entre aqueles que a apoiam e aqueles que a criticam.

Seus defensores alegam que, no atual formato, o Ensino Médio é excludente, pois não considera, em seu currículo, as necessidades e os interesses do aluno, gerando um alto índice de exclusão.

Além disso, apontam o baixo desempenho dos estudantes em disciplinas consideradas fundamentais, como Português e Matemática, como fruto da extensa grade curricular.

Os críticos das mudanças alegam que elas abrem brechas para que disciplinas importantes para a formação crítica do aluno, como Filosofia e Sociologia, sejam excluídas do currículo.

Reclamam, ainda, que a reforma não foi devidamente discutida pela sociedade.

E você? O que pensa a respeito? Curta esse artigo, compartilhe, dê sua opinião. Afinal de contas, quando se trata de educação, o assunto é de todos e é sempre muito sério! #reforma do ensino médio #Educação