A língua portuguesa é considerada por muitas pessoas como uma das mais complexas do mundo, inclusive para aqueles que a têm como língua mãe ou cujo português é o 1º idioma aprendido, fazendo com que não seja incomum que ocorram deslizes no vernáculo e domínio do idioma como um todo, quando falado no dia a dia e em diferentes situações. Por outro lado, o mínimo que se espera de uma pessoa que tenha formação universitária, ainda mais se esse indivíduo for o ministro responsável pela pasta de Educação de um país como o Brasil, é que ele não cometa erros crassos de português ao expressar as suas ideias e objetivos das políticas do governo que representa.

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Guardando-se as devidas proporções, seria algo como um indivíduo falar o seguinte: “em Matemática eu sou ruim, mas em Português eu “destroio”. Lamentavelmente, foi justamente algo similar o que aconteceu com #Mendonça Filho, chefe da cadeira de #Educação do atual governo de Michel Temer, que ao conceder entrevista, ao vivo, na última quinta-feira para o canal de televisão GloboNews, simplesmente “atropelou” a língua portuguesa, respondendo uma pergunta acerca do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - ao dizer que “haverão mudanças, mas essas mudanças não ocorrerão em um curto prazo”.

Mendonça Filho abordava sobre as alterações que estão sendo processadas por meio das tão faladas medidas provisórias na grade curricular do Ensino Médio; sendo que o político explicou ainda que tais modificações abrangerão também o Enem.

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O erro cometido pelo ministro foi ter se esquecido de algumas regras gramaticais básicas do português, no caso, que dizem respeito direto ao verbo “haver”, o qual, se for falado como uma palavra sinônima de “acontecer”, “ocorrer”, “fazer” ou “existir”, assume a propriedade da impessoalidade, isso é, o verbo em si nunca terá sujeito e deve sempre ser utilizado na sua forma singular.

O ministério da Educação de Mendonça se viu envolvido em outra crise, agora referente ao Ensino Médio envolvendo youtubers, uma vez que o jornal Folha de S. Paulo veiculou matéria que trouxe à tona que o #MEC - Ministério da Educação - teve a iniciativa questionável de pagar R$ 65 mil para que dois youtubers fizessem um vídeo a favor da Reforma do Ensino Médio, o que Temer se apressou em sancionar logo que chegou ao poder no Planalto Central.

A gravação, criada em outubro do ano passado, atingiu aproximadamente 1,7 milhão de visualizações; entretanto, teve o ponto fraco de não ser clara o bastante no sentido de revelar que não passava de uma campanha publicitária, manipulada desse modo, para tratar do tema com despojamento e fala jovial, como no caso da frase de Lukas Marques, um dos youtubers e atuante como apresentador do canal “Você Sabia?”, que disse: “você que quer trabalhar com História, não vai querer ficar perdendo tempo com célula”.