Nesta quinta-feira (16), o presidente da República, Michel Temer, sancionou a medida provisória (MP) para a reforma do ensino médio, em uma cerimônia no Palácio do Planalto. O presidente afirmou que tal proposta de reforma ao Congresso Nacional trouxe 'polêmica saudável' para seu governo, devido a tais críticas levarem ao aperfeiçoamento em um estado democrático e considera esse um momento revelador.

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Segundo o Ministro da Educação, Mendonça Filho, a MP representou coragem e ousadia por parte do governo, devido a esse projeto estar sendo debatido há mais de 20 anos no Congresso Nacional e apenas agora, através da vontade e decisão política, ocorreu avanço e mudanças.

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E ainda afirmou que a atual situação do ensino médio é crítica e comprometedora aos jovens estudantes, demonstrando a importância da mudança.

Desde que a reforma foi insinuada como umas das principais mudanças no governo de Temer, em setembro de 2016, grande parte da população jovem brasileira discordou, principalmente os estudantes e, como forma de protesto, escolas foram ocupadas pelos jovens e acordos tiveram que ser feitos entre governo e estudantes, em outubro do mesmo ano, para que os locais fossem desocupados.

Mudanças no ensino médio

Com a medida provisória aprovada, o currículo é previsto que 60% seja preenchido pelo Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e 40% seja destinado ao itinerário formativo, sendo assim a carga horária dependendo da proposta da escola e da escolha do aluno, podendo ter: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional.

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Sendo dos três anos de ensino médio, as matérias de português, matemática, filosofia, sociologia, educação física, inglês e arte obrigatórias.

Também o aumento da carga horária mínima de 800 horas anuais para 1.000 horas anuais (cinco horas diárias), assim como o incentivo aos estados para a ampliação do período integral, que abrange 7 horas diárias. #Michel Temer