Foi aprovada ontem (08), pelo Senado, a medida provisória (MP) do #Ensino médio, com o objetivo de promover algumas mudanças.

A Medida Provisória funciona como uma “lei provisória”, devido a sua importância e urgência em ser implantada. A MP segue para a sanção presidencial, ou seja, para a aprovação do presidente Michel Temer, e então fica para valer.

A nova medida possibilita que os alunos do ensino médio escolham as disciplinas, tornando flexível a carga horária. Essa #mudança já é considerada a maior das últimas duas décadas e alcançará 8 milhões de alunos.

A etapa seguinte, de acordo com o ministro da #Educação, Mendonça Filho, é aprovar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), onde ficará definido o que os alunos aprenderão em cada fase.

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As mudanças

O novo modelo do ensino médio começará a ser inserida em 2018, e acredita-se que as mudanças serão sentidas em meados de 2019.

Para o ministro Mendonça Filho, a mudança veio para conter a evasão estudantil e apoiar a ampliação do ensino integral, ou seja, evitar que os jovens abandonem os estudos e, ao mesmo tempo, se sintam estimulados em obter mais conhecimentos com a nova estrutura escolar.

A ideia é aumentar o tempo de estudo para 1400 horas anuais (contra as 800 horas atuais).

De acordo com a nota enviada ao Senado, o presidente Michel Temer diz que a mudança da grade curricular irá aproximar os jovens da escola e, consequentemente, do setor produtivo, já que cada aluno poderá adaptar as matérias, conforme suas afinidades e necessidades pessoais.

A divisão do ensino médio

O ensino médio terá seu conteúdo dividido em duas partes :

  • 60% disciplinas comuns a todos (definição serão dadas pela BNCC);
  • 40% conhecimento aprofundado em áreas de interesse do aluno (Ciências Humanas e Natureza, Linguagens, Matemática e Ensino Profissionalizante).

Porém, as escolas não têm obrigatoriedade de oferecer as cinco opções dos chamados, Percursos Formativos.

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Após muitas polêmicas e discussões, Filosofia, Sociologia, Educação física e Artes tornaram-se disciplinas obrigatórias.

Então, com o novo texto da reforma, o ensino médio será organizado em módulos inferiores a um ano, com opção de educação à distância e cumprimento das exigências curriculares da etapa em instituições conveniadas ao MEC (Ministério da Educação).

Perfil dos professores também mudará

Os profissionais precisarão possuir conhecimentos e graduação em áreas direcionadas ao ensino técnico e profissional, formação pedagógica em outras áreas e até formação em "faculdades isoladas", não somente em universidades e instituições de nível superior.

Atualmente os profissionais precisavam apenas, como exigência, de formação para professores (licenciatura).