Da fama que tem entre as crianças, o Lobo Mau das histórias clássicas infantis, que engole os Três Porquinhos, a Vovó, a Chapeuzinho Vermelho e os Sete Cabritinhos de uma só vez, ninguém duvida. Sobre a popularidade da bruxa malvada que prendeu João e Maria na intenção de comê-los depois de assados no forno, também ninguém pode questionar.

A convivência com o universo mágico e encantador das histórias, bem como o reconhecimento de sua contribuição para a garantia dos direitos de aprendizagem das crianças de 0 a 5 anos estão previstos na Base Nacional Curricular Comum – Etapa da #Educação Infantil, documento recém-elaborado em consonância com as #diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.

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Neste documento, as experiências estão organizadas em Campos. O Campo Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação ressalta a importância da linguagem oral e da familiarização com a escrita. E é exatamente aí que as histórias ganham lugar de destaque.

As “experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos” previstas nas Diretrizes Curriculares requerem um olhar mais amplo do professor ao diversificar as opções de contato com a língua materna das crianças. Portanto, faz-se necessário entender que nem só de Lobo Mau devem viver as narrativas infantis.

Propõe-se que, além das histórias clássicas, as crianças possam gradativamente: expressar preferências e necessidades; ouvir e recitar poesias, parlendas e quadras populares; brincar com trava-línguas; relacionar texto e imagem; compor textos tendo o professor como escriba; emitir opinião sobre determinado assunto; identificar os personagens das narrativas e suas características; cantar e brincar com músicas da cultura popular infantil; reconhecer e usar rimas em suas brincadeiras orais; manusear diversos portadores de texto; conhecer e identificar alguns gêneros textuais; apreciar e participar de dramatizações e recontos de diversos tipos de narrativas; escrever seu nome ainda que de forma não convencional.

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Estas e outras atividades podem e devem fazer parte do cotidiano da creche e da pré-escola considerando, obviamente, as especificidades de cada faixa etária. #criança