No artigo 31 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Infantil (1996) está posto que a #Avaliação na educação infantil deva ser feita mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças através de um documento que ateste este processo.

No ambiente escolar um destes documentos ao qual se refere a lei é o relatório de acompanhamento individual das crianças. Periodicamente os professores se responsabilizam pela elaboração do mesmo, no intuito de registrar e socializar com a família o processo de desenvolvimento da aprendizagem de cada #criança a partir das experiências propiciadas pela escola.

Para fugir de textos generalistas ou comportamentalistas é importante que o #professor atente para aspectos que darão luzes no resgate da memória do processo vivido em um determinado período de tempo com certo grupo de crianças e com cada criança simultaneamente.

Publicidade
Publicidade

Tempo este pautado por práticas pedagógicas com objetivos previamente definidos.

A autora Jussara Hoffmann chama a atenção para a importância da avaliação mediadora, na qual “o professor pensa sobre o pensamento da criança, sendo este seu compromisso”. Daí reorienta sua intervenção pedagógica. O intuito da avaliação não é, portanto, simplesmente classificar o aluno, mas antes entender e melhorar as possibilidades de evolução do seu processo de aprendizagem.

Neste sentido, alguns aspectos são interessantes de serem destacados e que darão elementos para a elaboração de relatórios ricos e sensíveis que vão para além da constatação das potencialidades e limitações das crianças:

Que objetivos estavam previstos? Quais experiências foram propiciadas às crianças? Que materiais e ambientes foram propiciados? Que intervenções foram feitas? Como as crianças responderam à intervenção do professor? Como interagiram entre si e com o professor? Quais as preferências e interesses das crianças?

Ao optar por uma avaliação mediadora, o professor não coloca foco no resultado ao final de um processo, mas em como se deu a evolução da aprendizagem das crianças durante o processo, o que implica necessariamente, repensar as atividades e estabelecer constantes canais de escuta com as crianças.

Publicidade