Dados colhidos por um instituto de pesquisa mostram uma realidade assombrosa e ameaçadora para os que têm mais de quarenta anos: 84% dos entrevistados declararam que não fizeram uma faculdade ou uma #universidade. Se, por um lado, esses participantes podem ser conhecidos como uma geração que entrou no mercado de #Trabalho ‘para enfiar a mão na massa’; por outro, mostra que a qualificação e a especialização ficaram de lado, relegadas a segundo plano.

Com a elevação da taxa de desemprego registrada no mês de fevereiro passado, essa geração começa a pensar diferente quando são forçados a comparar sua instrução com a geração das pessoas que têm por volta de 30 anos de idade.

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Em tempos de crise econômica, a exigência de se ter um diploma pode ser um diferencial para os quarentões e a competição com os mais jovens, às vezes, indica uma possibilidade desigual. Por quê? Porque, embora os mais maduros tenham experiência prática de sobra, atualmente os mais jovens possuem mais dedicação ao estudo e se lhes perguntarem se aceitariam trabalhar nas empresas com um salário menor, os jovens seriam mais flexíveis que os quarentões.

Segundo dados desse mesmo instituto de pesquisa, ao analisar a camada social composta por pessoas de 40 anos ou mais, 9% dos entrevistados não frequentaram a escola, 47% têm o ensino fundamental e 28% completaram o ensino médio.

Entretanto, nem sempre um diploma é garantia de emprego, pois 54% dos que têm formação superior, não conseguiram arranjar um posto de trabalho.

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A pesquisa conclui, baseando-se nessas estatísticas, com uma espécie de dilema: para os que não têm tempo ou paciência para estudar por 4 ou 5 anos em uma faculdade de graduação, será que não seria melhor investir e/ou focar as atenções em cursos que promovam determinadas habilidades e capacidades a serem desenvolvidas e que estão latentes, adormecidas?

É um bom questionamento, já que o tema da Reforma da Previdência coloca isso bem de frente. Caso haja a elevação da idade mínima para a concessão da aposentadoria, de que maneira é possível se equilibrar na corda bamba; melhor dizendo, de que maneira é possível continuar ativo e qualificado até os 65 anos?

Tendências apontam para um novo tipo de enfoque, em relação à melhoria da qualificação de mão de obra, uma vez que, no passado, não se prestava atenção quanto a uma formação mais completa. Hoje, isso começa a ser requerido. Porém, mesmo que os jovens brasileiros tenham tido mais acesso à educação acadêmica, o percentual da juventude matriculada e que frequenta as instituições de ensino superior é de apenas 10%. Um número baixo se compararmos com as porcentagens de jovens matriculados no Chile e na Argentina: em torno de 35% a 40%.

Experiência nunca é demais. Estudo também não. Aliando ambos não será exagero. Será investimento. #Brasil