#Estudar em uma das Universidades mais antigas da Europa, e que foi considerada patrimônio mundial em 2013 pela organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a #universidade de Coimbra, é um grande privilégio, além de ser um fator enriquecedor no currículo de qualquer universitário.

Para aqueles brasileiros que gostariam de estudar nessa renomada Universidade, e não dispõem de recursos financeiros a altura das despesas com passagens, hospedagem, alimentação e o próprio curso acadêmico, existem programas de incentivo ao intercâmbio acadêmico, tanto da iniciativa pública quanto privada.

Ciências sem Fronteiras: um programa do Ministério da Educação

No caso da iniciativa pública, o Ministério da Educação promove o programa Ciência sem Fronteiras, que visa o ingresso de universitários de pós-graduação em cursos voltados para áreas de ciências, tecnologia e Informação.

Publicidade
Publicidade

Esse programa também disponibilizava bolsas para estudantes que pretendiam fazer graduação, porém com a crise política que o Brasil vem enfrentando, como cortes no orçamento dos mistérios na tentativa de minimizar gastos, fez com que o governo cortasse as bolsas para estudantes que buscavam graduação através do programa. Apesar dos cortes, o programa vai continuar, mas agora focado somente nos candidatos aspirantes a pós-graduação.

Programa de unificação do ENEM com o vestibular português

Mais uma forma que o governo dispõe para os interessados em estudar em Portugal é através da unificação do vestibular português com o nosso Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Com a nota do Enem é possível se inscrever para um processo seletivo da Universidade de Coimbra, onde o candidato precisa atingir uma pontuação mínima exigida utilizando um sistema de cálculo elaborado para atender as expectativas das aptidões necessárias correspondentes aquelas requeridas na aprovação do vestibular português.

Publicidade

Os valores mudam de acordo com o curso que o candidato pretende fazer. As áreas de conhecimento requeridas são: ciências humanas, ciências naturais, linguagem matemática e redação. O curso pretendido é que vai definir quais áreas de conhecimento farão parte da equação e qual o percentual da nota de cada categoria será exigida. Por exemplo, no curso de Engenharia Civil será utilizado 45% da nota de matemática, 45% da nota de ciências naturais, 5% da nota de linguagem e 5% da nota de redação.

O valor das notas correspondente aos percentuais deverão ser multiplicados pelo percentual e os resultados somados e, em seguida, o valor resultante deve ser dividido por 100. No entanto, ainda é preciso usar uma outra fórmula para converter a nota para o parâmetro do sistema de notas português, onde o valor resultante da primeira equação deve ser multiplicado por 200 e, em seguida, dividido por 1000. Se a nota final for igual ou maior que 120, o estudante poderá se candidatar ao processo seletivo da Universidade.

Publicidade

Programa de bolsas do Banco Santander

Outra forma de estudar em Portugal é pelo programa de bolsas do Banco Santander, chamado Luso Brasileiras. O objetivo do programa também é o incentivo ao intercâmbio acadêmico. Porém, o programa é restrito a duas Universidades, USP e UNESP. Os alunos dessas Universidades podem concorrer a 30 bolsas de estudo. O Banco também vai custear as despesas de transporte, hospedagem e alimentação através de uma bolsa-auxílio de 3300 euros.

Benefícios a longo prazo

Esses programas visam, além de formarem o universitário individualmente, contribuir a longo prazo com certas expectativas da sociedade, como o desejo por profissionais mais preparados, que possuem conhecimento nas áreas de ciências e tecnologia mais aprimorados, de maneira que não seria possível obter em nossas universidades.

Lá fora, há um desenvolvimento muito mais avançado nessas áreas, que permite ao estudante brasileiro levar consigo o melhor dali e trazer para o nosso país, permitindo com isso a promoção de trabalhos de pesquisa mais especializados e a transmissão desse conhecimento para aqueles que não tiveram oportunidade de estudar fora. Portanto, percebe-se que não se trata apenas de uma formação individual, mas de investir no desenvolvimento da própria sociedade, já que esses universitários contemplados por esses programas, depois de formados, permaneceram em nosso país, a maioria, é o que se espera, sendo profissionais destacados e de enorme contribuição.