Com a responsabilidade de subsidiar a formulação de políticas educacionais dos diferentes níveis de #Governo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC) realizadora de diversos exames nacionais dentre eles, o #ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Todos os anos, o instituto realiza encontros regionais para formalizar as políticas de segurança da realização das provas.

Frente aos diversos escândalos envolvendo a quebra de sigilo do conteúdo dos exames, a responsabilidade aumenta de forma gradativa a cada ano com relação à confiabilidade deste processo.

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O Enem chegou a entrar em vias de cancelamento em 2014 pelo então ministro da Educação Fernando Haddad após constatar o vazamento de informações alertado via reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Terminam hoje os Encontros Regionais de Segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, em Fortaleza (CE). Após uma turnê em cidades representativas de cada região brasileira, os encontros discutiram as principais diretrizes que serão tomadas para que haja o maior sigilo possível com as informações e para que os profissionais realizadores e corretores das provas tenham o melhor preparo possível para tal incumbência.

O Exame Nacional do Ensino Médio é o maior e mais complexo exame realizado em instância nacional. São quase sete milhões de provas a serem administradas pelo governo, por isso, há muitos setores da sociedade envolvidos.

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Participam representantes do Inep, da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos, polícias Militar e Rodoviária Federal, Secretaria de Segurança Pública Estadual, Ministério da Defesa, Departamento de Polícia Federal, Ministério da Justiça, além da Cesgranrio, da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp).

Neste ano, o desafio é ajustar a logística às mudanças no Enem, que passa a ser realizado em dois domingos, e não mais em um único final de semana, o que também representa mais tempo para deslocamento e distribuição dos exames.

A decisão sobre a realização das provas em dois finais de semana foi tomada após a realização da consulta pública sobre o exame, entre os dias 18 de janeiro e 17 de fevereiro. Dos mais de 600 mil participantes, 63,7% votaram que o Enem deveria ocorrer em dois domingos e 36,3% opinaram que deveria ser aplicado em apenas um final de semana.

É importante ressaltar que algumas mudanças tiveram que ser feitas: antes, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação, Seleção e Promoção de Eventos (Cebraspe) ocupava as funções, que passarão a ser do consórcio entre a Vunesp, a Cesgranrio e a Fundação Getúlio Vargas.

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A Vunesp ficará responsável pela correção das redações, enquanto a FGV e a Cesgranrio cuidarão das provas de Linguagens, Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza.

A descentralização de funções atribuídas ao Cebraspe pode ser uma medida interessante no tocante à qualidade de correções, sobretudo com relação às redações também submetidas a escândalos em anos anteriores, como no caso da atribuição de nota a textos com receita de macarrão instantâneo e hinos futebolísticos, casos estes que fogem a todos os critérios avaliados pelo exame.

A Vunesp vem com uma tradição e experiências reconhecidas por realizar também exames de grande porte e capacitação de seus avaliadores, assim como a FGV possui um histórico positivo no quesito credibilidade. O consórcio entre as três instituições promete ser uma boa estratégia para as intempéries políticas que possam surgir pela crise vivida pelo país. #Ministério da Educação (MEC)