A Universidade de São Paulo - a USP - aprovou na noite de ontem (04) a implantação do programa de #Cotas raciais e sociais no vestibular da Fuvest. A nova política, que entra em vigor já a partir de 2018, foi aprovada em reunião do Conselho Universitário (CO), e será implementada de forma escalonada ao longo de 4 anos.

Até 2021, 50% dos ingressantes na Universidade de São Paulo deverão ser da rede pública e, dentre estes, 37% deverão ser pardos, pretos ou indígenas.

A partir desta decisão, a USP adiou sua meta de inclusão social, que antes previa que 50% dos ingressantes fossem provenientes de escolas públicas em 2018; esta porcentagem foi de 36,9% no ano de 2017.

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Esta meta de inclusão social, definida em 2013, deveria ter sido cumprida tanto pela USP como pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Hoje, a Unesp conta com cota de 50% para alunos da rede pública. Já a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), estabeleceu uma meta em 2019, com cota de 37,5% para ingressantes pretos, partos e indígenas.

Visando o cumprimento da nova meta, a USP utilizará a combinação de duas políticas de ação afirmativa: as cotas para estudantes da rede pública para candidatos do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), e o bônus do Inclusp, para os candidatos do vestibular #FUVEST.

Medicina da USP vai adotar parcialmente o Sisu

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, conhecida como FMUSP, adotará o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de forma parcial.

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A nota do ENEM será utilizada para selecionar os ingressantes da rede pública. O exame da Fuvest, porém, continuará sendo aplicado.

Esta decisão ainda precisa passar pelo Conselho Universitário (Consu), mas a expectativa é que esta mudança já seja válida no vestibular de 2018.

Esta medida prevê que, do total de 175 vagas do curso de medicina da FMUSP, 50 serão selecionadas através do Sisu. Destas, 10 serão para a ampla concorrência, 15 para os alunos das escolas públicas que se declararam como pretos, pardos e indígenas, e 25 para aqueles que fizeram ensino médio na rede pública.

As demais vagas (125) serão preenchidas por seleção através do exame da Fuvest; estudantes da rede pública poderão ter bônus de 15% do Inclusp. Pretos, pardos e indígenas recebem bônus adicional de 5%.

Quem pode concorrer às cotas da USP em 2018?

Poderão concorrer a uma vaga pelo sistema de cotas, estudantes que se autodeclararam negros, pardos ou indígenas que estudaram em escolas públicas e também todos os demais que concluíram o ensino médio na rede pública. No vestibular 2018, a USP definiu que 37% das vagas seriam destinadas ao programa de cotas raciais e sociais: 14% das vagas são voltadas às cotas raciais, enquanto os 23% restantes se aplicam aos alunos de escolas públicas em geral. #Educação