O avanço tecnológico tem exigido dos trabalhadores grande especialização. A forma de produção em massa fragmenta o trabalho e empurra os sujeitos para o exclusivo domínio da técnica. Para sanar as demandas do mercado, a escola se molda ao modelo e esquece o desejo do estudante.

Assim, não são poucos os estudantes que enfrentam grandes guerras para terminar a primeira página do livro ou para resolver um pequeno problema de matemática. Por não conseguirem enfrentar essas barreiras, muitos acabam desmotivados. Esse artigo tem o objetivo de apresentar sucintamente as origens do desejo de conhecer.

Segundo Freud

Freud articulou, em Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade, diferentes períodos do desenvolvimento psicossexual.

Publicidade
Publicidade

Segundo ele, a criança passa por uma fase oral, uma faze anal, uma fase fálica, um período de latência e, por fim, uma fase genital. Para entendermos o desejo de conhecer, precisamos discorrer um pouco sobre o período de latência.

Em torno dos 6 anos de idade, a criança passa por um período de grande pesquisa sexual. A pergunta sobre a origem dos bebês ganha relevo e a anatomia dos genitais torna-se uma grande fonte de curiosidade. Diante das perguntas desconcertantes dos filhos e da curiosidade das crianças, os pais tendem a repreendê-los ou deixá-los sem respostas.

Frente a ausência de uma solução para as suas perguntas, as crianças dirigem sua curiosidade para o mundo. Assim, de acordo com Freud, em Uma Recordação da Infância de Leonardo da Vinci, o desejo de conhecer possui origem libidinal.

Publicidade

O que isso quer dizer?

O desejo de conhecer não está ligado diretamente a uma demanda social, mas a uma força subjetiva singular. Com isso, podemos observar que a relação com o conhecimento se dá de forma diferente para cada pessoa. Essa diferença pode influenciar não só as matérias ou temas que gostamos, mas também o que fazemos com o conhecimento que obtemos.

A origem sexual ou libidinal do desejo de conhecer possibilita uma afirmação: a relação com o que se estuda é também uma relação amorosa. Ou seja, a partir da psicanálise, ter afinidade ou não com o que se propõe a conhecer está muito mais ligado a uma dinâmica afetiva do que a uma força racional.

O que fazer com isso?

Para um relacionamento real, a sinceridade é muito importante. Talvez, ser honesto consigo mesmo e sincero ao escolher as suas áreas de #estudo sejam boas formas de construir relacionamentos duradouros e conhecimentos bem fundamentados. #psicologia