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O tema da #redação do Exame Nacional do Ensino Médio [VIDEO] (#ENEM) de 2017 pegou muitos candidatos de surpresa. Especialistas da área de cursinhos, preparatórios, “instrutores” de redação apostavam em temas mais gerais, como conflitos internacionais, catástrofes ambientais, terrorismo, xenofobia, os 100 anos da revolução Russa, e assim por diante.

Dos 50 temas mais destacados em sala de aula pelo país afora em preparação para o Enem 2017, nem de longe se cogitava: Os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. E por que essa aparente perplexidade com o tema? Talvez pela invisibilidade do problema.

Como a #Educação no país vai de mal a pior, esse tema é muito pertinente e atual.

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Ele chama atenção para um grande número de brasileiros que são deixados à margem do processo educativo. Os surdos, assim como vários outros grupos minoritários, são deixados de lado no processo educativo.

Dessa forma, o tema da redação desse ano é o reconhecimento de um grupo historicamente renegado. É a quebra de um paradigma e fortalecimento de políticas inclusivas. É o começo de uma conquista que será muito maior, quando a sociedade brasileira começar a enxergar os surdos como sujeitos.

Por outro lado, esse tema destaca uma aparente contradição: discutir um tema “da escola” que a própria escola não discute. Fora os cursos de pedagogia, qual outra área discute educação para surdos? Sinceramente, a educação inclusiva é vista, em muitos casos no Brasil, como se não tivesse nenhuma importância.

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Com efeito, um dos maiores desafios para a educação de surdos no Brasil é a falta de profissionais capacitados para atuar junto às pessoas surdas. E por que isso acontece? Porque quem deveria formar, as universidades, não forma. Também tem o outro lado: muitos jovens no Brasil não querem estudar Pedagogia.

Discutir políticas inclusivas no Brasil não deveria ser apenas de responsabilidade dos profissionais da educação. A educação inclusiva afeta a todos. Mas nem todos são afetados por ela. Além do curso de Pedagogia, qual outro curso oferece Libras como matéria obrigatória?

Por que assunto como esse é abordado apenas em cursos de formação de professores? Por que ele não é extensivo aos outros cursos? Seja como for, os surdos estão conquistando espaços. E eles estão galgando, por méritos próprios, postos de trabalho em várias áreas e seguimentos da sociedade.

A educação inclusiva é um direito. Daí a importância do tema da redação do Enem 2017. Que a sociedade brasileira possa ter um novo olhar para a inclusão. É preciso que as escolas, as universidades, as instituições debatam o tema. A inclusão precisa ser discutida.

Em suma, a inclusão está em alta. E cada ser humano, em qualquer situação, tem direito a uma vida digna, não importa se ele é surdo, mudo, pobre ou rico. Cada um, em qualquer situação, tem o direito à liberdade e a escolher sua vida. Tudo mais é preconceito. Coloquemos, enfim, a inclusão em prática.