Publicidade
Publicidade

O primeiro dia de provas do #ENEM 2017 causou surpresa até mesmo para professores que tentaram apontar as dicas mais quentes na preparação de seus alunos candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova, aplicada neste domingo (5), exigiu dos inscritos um grande esforço: achar um jeito de escrever, com propriedade, sobre os desafios que existem para oferecer uma formação educacional eficiente para os surdos no Brasil.

O tema da etapa mais temida pela maioria dos alunos escapou por completo do previsível [VIDEO]. Nas escolas, a maioria, no máximo, foi aconselhada a estudar assuntos como a inclusão social de portadores de necessidades especiais de um ponto de vista mais amplo, e não de uma forma tão pontual voltada a surdos.

Publicidade

Por um lado, especialistas concordam que o assunto da #redação de 2017 não fugiu da essência, ou seja, ficou voltado a questões bem humanas, proposta que sempre exige dos candidatos um entendimento completo, excelente raciocínio e capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa que precisa de ajuda. Em resumo, demonstrar capacidade de empatia.

Porém, dessa vez, a especificidade do tema representou uma verdadeira 'pedreira' para milhões de candidatos garimparem argumentos sensatos e convincentes.

Por mais que as instituições de ensino se empenharam [VIDEO]para impulsionar o desempenho dos seus alunos, a maioria não podia adivinhar que a redação viesse com uma questão particular. Apesar de as escolas terem abordado, de maneira incansável, aspectos da realidade humana que envolvem grupos considerados por eles minorias.

Publicidade

Com um tema tão complicado, os inscritos tiveram que queimar neurônios. Os mais espertos prestaram atenção aos textos de apoio oferecidos para subsidiar a própria redação e, a partir deles, desenvolver uma escrita com conteúdo de qualidade para garantir uma boa nota.

Os candidatos que ‘saíram pela tangente’ - escrevendo sobre #Educação ou minorias, sem abordar o foco central da educação voltada aos surdos – patinaram na nota, garantem os especialistas.

As novas regras do Enem, agora, não permitem mais atribuir nota zero para quem desrespeita direitos humanos. E, por certo, isso não representará risco dessa vez. Afinal, com um tema tão peculiar seria raro alguém polemizar atacando os direitos dos surdos. Se a temática abordasse questões de gênero ou religiosas, por exemplo, a chance de isso acontecer poderia aumentar.

No ano passado, o tema havia sido “Caminhos para Combater a Intolerância Religiosa no Brasil”. Nas edições anteriores, os candidatos já enfrentaram assuntos diversos, entre eles, violência contra as mulheres, Lei Seca, publicidade infantil e movimento imigratório.

Com 6,7 milhões de inscritos, o domingo (5) marcou o primeiro dia do Enem 2017, que incluiu provas de linguagens e ciências humanas.

No próximo domingo (12) ocorre o segundo e último dia do Exame Nacional do Ensino Médio, com as provas de matemática e ciências da natureza.