Começou a Copa do Mundo no Brasil. E já dá para analisar os aspectos multidiversos do maior evento futebolístico do mundo em nosso país. Primeiramente, o que me chama mais atenção é que a população, de maneira geral, não mostra nesta o mesmo entusiasmo registrado na realização de outras copas, ainda que fora do país. A quantidade de ruas, avenidas, praças e residências enfeitadas pra o evento é muito menor do que em outras ocasiões... Inicialmente, é um choque!

Porém, se pararmos para analisar o contexto socioeconomico e cultural do evento neste ano, fica fácil buscar-se as respostas. O brasileiro, na verdade, está cansado de tanta corrupção...

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A aplicação de vultosas verbas, que ultrapassaram a casa do bilhão de reais na modernização e construção dos estádios ao invés da aplicação em saúde, educação e modernização industrial não agradou à maioria dos brasileiros. Enquanto muitos morrem nas filas dos hospitais a FIFA sairá do país com uma montanha de dinheiro. E o que dizer da Arena Amazônia, com capacidade para cerca de 40 mil lugares, Estado onde, somados todos os públicos do campeonato regional, não se chega a cerca de 30 mil espectadores. Vai virar, certamente, um elefante branco. E nesse Estado, particularmente, falta tudo, inclusive uma forte política de proteção à maior floresta do mundo.

O brasileiro não está decepcionado com sua seleção; não está torcendo contra a seleção. Está torcendo contra um governo que se mostrou inepto no atendimento às necessidades mais básicas da população, o trinômio saúde, educação e segurança, que somado é igual a qualidade de vida!

A realização da Copa do Mundo no Brasil era caso irreversível.

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Então, avante, seleção brasileira. A oportunidade de mudar o jogo chega somente em outubro, nas urnas. Quem viver, verá!