Diversas pessoas no mundo, pelo que parece, tenderam à expectativa do fenômeno "Copa 2014" em curso no Brasil. Porque isso? Simples: o povo brasileiro é festivo, é acolhedor e, sobretudo é trabalhador.

O ser trabalhador, acredito ser uma verdade, muito embora seja suspeito em dizer isso porque sou um brasileiro, mas a reflexo dessa consideração não parece ter sido mostrada no principal cenário esperado por muitas pessoas não só no Brasil, mas no mundo: o momento da abertura da Copa. Pode até ser que para uns o cenário tenha sido ótimo, para outros, falhos, mas no contexto, o que faltou ou o que "passou" em relação à beleza de uma apresentação digna de uma abertura na dimensão dos povos? Será que faltou verba, pessoas, criatividade, envolvimento, compromisso, destreza, sobretudo, criatividade?

Dizem que o povo brasileiro é acolhedor.

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Pode até ser, mas e preciso levar em consideração que, durante o fenômeno Copa todos os povos são acolhedores enquanto e durante o tempo em que estiverem com os pés sobre o solo onde as nações se competem, no caso, "exportivando" (não sei se essa palavra existe, mas se não existir, considerem, por favor, que passou existir agora) rolando a bola no chão, gritando, aplaudinho, chorando às vezes, porque todos estão com um só sentido, ou seja, competindo. O momento que mais me glorio é o soar dos Hinos de cada Pátria, a entrada não do melhor, mas de quem a gente confia que fará o melhor de sí em prol de sua nação em campo. Ser acolhedor, sob meu conceito, estar lado-a-lado sem levar em consideração as diferenças, porque todos somos iguais enquanto humanos.

A festividade... Oxalá se todos pudessemos viver esses momentos em constancia.

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Pode ser que passaria ser apático, claro, ficar o momento todo comemorando algo semelhante ao que se comemora durante a Copa, mas o que importa, e o verdadeiro sentido é o estar bem com quem vive nessa ou naquela parte do mundo. Gente que hoje se conhece, mas que é 100% garantido que nunca mais veremos com o mesmo clima do de agora, por isso é preciso e notório festejar cada segundo próximo de quem está "próximo" da gente. É certo, mais do que certo, que as águas que movem um moinho nunca mais terá a mesma força, o mesmo carinho, o mesmo sentido do tempo de agora.

Enfim, que cada momento proporcionado pelos eventos da Copa (outros eventos também, por que não?) possa ser vivido com toda magia desse tempo, que pode não retornar mais com a mesma força, a mesma alegria, claro, estampada na face de quem se importa em ter esperança de um mundo melhor, entremeio àquilo que competimos, seja sobre o bom, seja sobre o desejo não de sermos os melhores, mas, sobretudo, humanizados nesse mundo onde a competição parece não ser fenômeno dos novos tempos, mas desde os tempos de outrora.