Raramente se pode dizer que alguém nunca assistiu uma pessoa próxima e/ou alguém pronunciando em alta voz: "prúúúú ti ti tíiiiiiii", "prúúúú ti ti tíiiiiiii" para lançar um punhado de milho aos galináceos não é mesmo?

Engana-se quem pensa que esse cenário é típico da roça, onde tem boi e tem boiada, pelo contrário e para o espanto de muita gente é muito comum assistir essa forma de comunicação (entendida) entre a espécie humana (homem e/ou mulher) e as galinhas, o galo, os pintinhos etc., nas cidades de qualquer porte. Basta ter um pedacinho de terra, uma caixa de madeira/papelão e pronto: tem-se o "pastinho", o ninho "prôs" ovos e o poleiro para o mandão encher o "saco" nas madrugadas, principalmente à 3:00h da madruga, com seu belo canto: Cócóricócóóóóóó´...", e como se não bastasse sendo correspondido até ao longe por outros "marcantes do terreno".

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Bom, e onde se quer chegar com esse tipo de lorota?

- Lorota não: desse tipo de cenário, se analisado se pode obter lições profundas para a vida de nós todos no dia-a-dia, por exemplo, alguém já parou para pensar porque é que os galináceos só se alimentam da porção de milho que lançamos para ele(a)s? Pois é! A resposta é muito simples, muito embora se poderia obter outras: as belas aves só se alimentam do que lançamos para ele(a)s certamente é porque sabem que somos muito maiores fisicamente falando, porque sabem que são fraco(a)s perante nós, e dentre outros motivos, porque sabem que o primeiro que tentar nos atacar ou "bicar" vai, isso é certo, ser o primeiro candidato(a) à faca do próximo dia de domingo. É ou não é?

Mas não é sobre "artes galináceas" que quero dissertar. Quero dizer é que desse tipo de cenário se pode tirar lição importante para nossa vida que é a cautela com nossas atitudes.

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- Como assim?

- Explico: em tempos de outrora (não é de nosso tempo) um tal de Lau Tsé Tsung mencionou que se queremos nos ver vencidos em uma guerra basta-nos mostrar ao inimigo as nossas armas.

- É mesmo?

- Sim! Na medida em que mostramos nossas armas ao nosso inimigo é certo que ele(a) vai se armar com armas mais potentes do que a nossas. O sentido da "arma" a que me refiro pode ser nossa palavra, nossa força, e até mesmo nossa atitude impensada. No futebol, por exemplo, porque é que os treinadores "fecham" o espaço de treinamento? Resposta: para que seu rival (ou seus capangas) não assista as possíveis "táticas" de ataque e/ou defesa. Estou certo ou errado em mencionar isso? Quem nunca expressou "nossa, como é [...] essa coisa? Nunca imaginei isso", e por aí afora vão muitos e muitos outros exemplos que não me cabe aqui citar.

Na minha opinião (haverá contrário(a)s) nenhum jogador tem se mostrado (taticamente falando) o melhor nos atuais jogos de cunho mundial, entre os povos.

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- Porquê?

- Bom, quem está vendo alguma novidade tática, ou seja, de ataque ou de defesa? Os jogos até o momento se pode dizer que não têm mostrado uma linha inovadora, e nem de melhoria no que já sabemos. Parece, disse "parece" que o que está ocorrendo é menos nervosia, e se isso é ponto a ser considerado "diferencial...".

Para encerrar:

- No caso dos galináceos, o tratador consegue lançar o milho porque sabe da dosagem certa, e por isso lança uma, lança duas, lança "n" mãos carregadas de milho, e pronto. Na medida em que o tratador executa o seu trabalho "social", os galináceos vão se distraindo e alimentando os grãozinhos de milho. Pós terminado, o tratador sai do galinheiro feliz por ter cumprido seu papel. MAS ai do tratador se deixar a vasilha de milho cair no chão... Vai passar aperto para dominar os tantos galináceos que a essa altura estarão louco(a)s para comer "tudo" ou o "máximo", mas de uma só vez. O treinador...

- No caso das táticas de ataque e defesa em um futebol, "acho" que muitos "preferidos" talvez até pudessem apresentar "lances" mais inovadores, melhorados, surpreendentes etc., se fossem mais humildes "fora" do jogo oficial, ou seja, se "se" escondessem jogadas e/ou técnicas antes de tocar na mais "bendita entre todas" em campo. Agora, essa história do "já ganhei", de "sou o tal" etc. Sei não!

Opinião cada um tem a sua, e futebol, salário, mulher dos outros, salário e política...