Adeus amor, vou partir, mas dessa vez é para nunca mais voltar. Valeram os bons momentos, os maus, as dores de barriga, a vontade louca de acordar sabendo que a meu lado a esperança de ser o hexa ainda estava no ar.

Foi bom estar contigo no pensamento, mas entre dois, um tem de ficar, e o outro tem de sair. São as regras e ninguém até onde se sabe é melhor do que ninguém.

Tem dia que a gente acorda e levanta da cama com sorte e tudo dá certo, mas tem dia que talvez fosse melhor nem nos levantar. E por falar nisso, minha vida, hoje cedo ao me levantar, sem perceber "enfiei" meu pé direito dentro do "pinico". O pior não foi sentir meu pé entrar e não querer sair, mas foi sentir a leveza daquele líquido amarelo quentinho molhando minha pele.

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Se eu soubesse ou tivesse percebido que esse dia seria de azar, por certo meu bem, não teria me levantado da cama, de debaixo do edredom macio e gostoso que contigo lá deixei.

Mas a festa não acabou ainda. Ainda temos amigos para curtir a festa. Perder também faz parte do jogo, e competir é momento de alegria ainda mais entre os povos. Sabe, se a bola virou "bolo", então que inicie o ronco dos tambores, o toque dos trompetes, a fanfarra que estamos acostumados fazer quando estamos felizes, afinal. O povo, apesar da tristeza ainda está feliz por ver a felicidade dos povos junto a nós, e o que vale, minha vida, é a felicidade de todos. Leva quem pode ou quem merece. Hoje não foi o nosso dia. E daí?

Perder, ganhar, duvidar faz parte de tudo isso. O que não podemos é curvar a cabeça e chorar.

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Aliás, chorar também é uma forma de desabafar e colocar para fora toda a energia intensa que sempre fez parte de nossa cultura e prazer.

Sabe (siniff... buááááá) tudo isso é alegria. Hoje perdemos, mas um dia quando tudo isso voltar a acontecer, ai sim, com nossa energia renovada e equipe mais bem treinada quem sabe reverteremos essa derrota momentânea? Chora não, mas tenho de ir e não se preocupe em chamar a "Maria da Penha", porque não volto mais.