Que esse time estaria fadado ao fracasso ninguém acreditava, mas foi com o futebol mostrado em campo que o Brasil perdeu a chance de se tornar Hexacampeão.

A fama de ser brasileiro e não desistir nunca, de raça, de briga, de luta e suor, foi aniquilada pela Alemanha nesse jogo que mais parecia uma partida de vídeo game, e acredite, dois times e apenas um controle foi o que se viu. Seria hipocrisia dizer que o Brasil perdeu por conta de dois ou mais jogadores não estarem em campo nesta partida, seria pífio o comentário de que com a presença destes faltosos o resultado seria outro. A seleção foi fraca, vã, vaga, lastimável, perdida e entre outros adjetivos correlatos a tão feia atuação.

Foi uma seleção de estrelas, de muita mídia, de uma auto-confiança exacerbada, de extravagâncias, de abusos. Foi reflexo de um comando ultrapassado, antiquado, sujo, corrupto, ineficiente, onde quase todos jogadores apenas com altos patrocínios foram convocados, os que tem ótimos empresários e interesses em suas imagens, foram mais de 500 comerciais produzidos, foi a equipe brasileira que mais gerou receitas. Com tantos outros atletas que atuam no cenário nacional, o técnico hoje admite sentir por não ter chamado jogador a ou b. Mas agora do que adianta a lástima? Faltou um camisa 10 de verdade, faltou um meio de campo, um plano B e faltou também o 12º homem em campo, a torcida, que se mostrou apática, muda, e muitíssimo mal educada por sinal em várias ocasiões, neste último jogo em especial. Vaiar seu time, aplaudir o adversário, isso não muda o jogo.

Agora, empresários e agenciadores dos atletas maldizem o seu "querido" treinador, seu professor, por sua má atuação. Usam linguagem vil, baixa, ofensiva e se esquecem que uma estrela apenas não faz o céu brilhar, tem que haver um time, um grupo e sim, um motivador. Talvez e quantos mais suposições façamos, o resultado poderia ser outro, talvez o nosso grande Galo, Zagalo, pudesse tomar rédeas de um time que ele tanto acompanhou de perto. Faltou muito, faltou até futebol.

Essa derrota dentro de campo serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que pra vencer na vida terão de estudar, ralar, treinar, e muito. Acabar com esse jeitinho brasileiro em tudo que se faz, de achar que com seu gingado estaria ganho, que dinheiro pode ser ganho sem suor. O legado mesmo, é mostrar para as futuras gerações que um país é feito de gente honesta, que trabalha e não por um povo escravo de políticas sociais e comodismo.

Mas, temos de dar parabéns a alguns poucos jogadores deste time "seleto", somos penta campeões, chegamos onde muitas seleções não conseguiram chegar.

Os atos de vandalismo que foram deflagrados pelo país só mostra a pobreza cultural de uma parte de nosso povo. Queimar o símbolo maior, a bandeira nacional, isso é além de crime, a mais completa falta de patriotismo, de civilidade. Muitos foram contra a realização da Copa neste país pelo alto desgaste político em todas as suas esferas causados ao povo. Seus gastos, seus desvios e tudo mais. Só não podemos negar que os eventos aconteceram na sua maior normalidade, que as polícias e em especial a Civil, fez um trabalho fantástico no combate aos cambistas e as vendas ilegais de ingressos.

O estrangeiro mesmo sabendo que muitas cidades estavam maquiadas com seus tapumes, adesivos e flâmulas, elogiou, gostou e esperamos que esse seja o sentimento deixado em suas memórias.


Agora é hora do país voltar ao seu normal, num pedaço de terra onde dizia-se que o ano começa apenas depois do carnaval, 2014 está iniciando após a derrota para a Alemanha. O comércio e os serviços que não são ligados à Copa, em todo o país, teve prejuízo estimado em 1,2bi segundo a Federação do Comércio. Está na hora de pôr o país nos trilhos novamente, alinhar, ajustar, e quem sabe, trocar até a maquinista...