Todos os olhos estavam voltados para o Estádio Mineirão em Belo Horizonte. A festa estava pronta, a canção oficial na mente de cada um e as palavras de ordem e apoio já pairavam no ar. A torcida verde-amarela fez mais do que seu papel, mas os protagonistas do filme não atenderam a vontade dela. A seleção brasileira sofreu um grande "apagão" e não fez muita coisa para merecer a vitória. O time taticamente e emocionalmente frágil não deu trabalho para os alemães que chegavam com tudo na área brasileira. Com o resultado de 7x1, a seleção alemã fez um grande jogo e mostrou um futebol mais do que respeitável, pois não cometeu muitas faltas, teve menor posse de bola em relação ao Brasil e foi com vontade de vencer aos donos da casa.

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Em menos de trinta minutos do primeiro tempo, o alemães marcaram cinco gols e a seleção brasileira nada fez para se redimir. Enquanto isso, a torcida perdia sua esperança de ver seus compatriotas na final do mundial. Thomas Müller fez 1x0, Miroslav fez 2x0, Toni Kroos fez 3x0 e 4x0, Sami Khedira fez 5x0. No segundo tempo a tortura continuou com André Schürlle, que fez 6x0 e 7x0. O Brasil procurou dar seu "jeitinho" cavando faltas na área da Alemanha, mas sem efeito.

Os jogadores da Alemanha buscaram sempre respeitar os jogadores brasileiros mesmo antes do jogo. Suas declarações sobre o Brasil provam isso. Sua famosa cambalhota depois dos gols não foi possível devido um toque em seu calcanhar, o que deixou sem equilíbrio para fazê-la.

Pode parecer superstição, mas toda essa mídia sobre os jogadores também aconteceu em 2006 quando o Brasil era o favorito para levar a taça.

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Havia ganhado a Copa das Confederações em 2005 e era espetáculo diante das câmeras e das tietes. Os que hoje fazem com o Neymar já faziam com o Ronaldinho Gaúcho e deu no que deu. Portanto, não adianta mudar de técnico ou não convocar jogadores mais experientes. Deve-se mudar o modo de jogar, pois o esquema tático ainda está no período de Pelé & Cia onde a jogada individual é fator principal para se ganhar uma partida.