Criou-se no futebol um hábito de se chutar a bola para fora do campo, quando um jogador de um time cai no gramado, por algum motivo, que geralmente é contusão, cãibras ou até mesmo um mal súbito, para se chamar à atenção do árbitro, a que solicite atendimento ao caído. Após o atendimento e a confirmação de que o atleta já se encontra em bom estado de saúde, o time adversário devolve a posse da bola para a equipe autora da ação. Este gesto foi denominado de "fair play" (jogo limpo) pela imprensa mundial. Todavia, a equipe que devolve a bola, não o faz da maneira correta; procura sempre tirar proveito, não a devolvendo na mesma posição, nem tão pouco, na mesma situação nas quais o lance fora interrompido.

Publicidade
Publicidade

Ao contrário, arremessa ou chuta a bola para o local mais recuado possível de onde ocorria a jogada, para que se inicie um novo lance.

A preocupação que se tinha, inicialmente, com a integridade física dos jogadores que participam da partida, foi superada pela vontade de não se perder tempo, por exemplo, o time que estiver perdendo o jogo. Observamos até o próprio time do jogador supostamente contundido deixando de praticar o tal ato, devido à possibilidade de se aproveitar uma jogadora promissora de gol. Depois, quando perde a bola, reclama da equipe adversária por não tê-lo feito, taxando-a de desleal. Cada equipe quer, na verdade, é "puxar a sardinha" para o seu lado.

O "fair play" no futebol, em algumas ocasiões, transformou-se numa contradição do que significa jogo limpo; pois, para ter o seu significado autenticado numa jogada destas, o jogador que executa o ato de devolver a posse de bola, deveria o fazer no mesmo ponto do qual ela fora atirada para fora, e na mesma situação.

Publicidade

Ou seja, se havia jogadores sem marcação, o suposto marcador deveria voltar à posição na qual estava, antes que a bola fosse colocada para fora. Se estava ocorrendo um lance de gol, que a jogada reinicie na mesma situação. Não seria o árbitro a garantir isso, nem haveria como, mas os próprios jogadores das duas equipes tomariam a iniciativa. Isto sim, é "fair play", não o que se pratica habitualmente, sobretudo no futebol brasileiro.

Mas que ninguém vos engane! Esta é uma característica observada no futebol mundial, mas em alguns países, de gente com uma cultura mais refinada, onde a #Educação é comportamento espontâneo, estas ações se aproximam um pouco mais do gesto adequado. Um exemplo, para ilustrar, é o povo japonês. Povo que busca a excelência em todas as áreas, inclusive nas coisas do futebol, que se tornou também uma paixão por lá, tanto como é aqui no Brasil.

Assim como eles tiveram a humildade de procurar aprender sobre o futebol com os brasileiros, esperamos que os brasileiros tomem como exemplo a educação e o respeito daquele povo.