Nos últimos dois anos o #Futebol mineiro vem se colocando acima dos demais. No ano passado o Atlético, que não ganhava nada fora de Minas Gerais, ganhou heroicamente a Libertadores enquanto o Cruzeiro foi campeão Brasileiro com todos os méritos. Este ano a raposa caminha para um bicampeonato no BR-15 e na Copa do Brasil os dois rivais farão uma histórica final. Em outras oportunidades, na década de 80, quase decidiram títulos nacionais. Desta vez não houve como impedir: depois de o Galo passar pelo Corinthians, historicamente um de seus maiores algozes ao longo da história, ontem foi a vez do Flamengo sucumbir ante a força do Galo em BH. O Cruzeiro foi um pouco menos dramático, mas até os 35 minutos do segundo tempo estava eliminado e afogou o Peixe com dois gols do iluminado William.

Publicidade
Publicidade

Mas qual a razão para estes dois clubes estarem na frente hoje? Trabalho? Profissionalismo? Sorte? Eu diria um pouco de tudo. No caso do Cruzeiro, com algumas exceções, é um clube que quase sempre faz boas campanhas em termos nacionais e internacionais. Já o Galo, que tem quase que um presidente vitalício (Kalil), para mim chega a ser surpreendente. Mas do mesmo jeito que o Corinthians ressurgiu ao contratar Ronaldo, o Galo voltou os holofotes para BH ao trazer o Ronaldinho Gaúcho. Com ele foi vice brasileiro e chegou à glória do título continental. Hoje tem uma equipe aguerrida e que não desiste, não importa o placar.

O Cruzeiro há muito tempo se destaca no cenário. Basta dizer, por exemplo, que antes do nosso tetra campeonato os clubes brasileiros não tinham sucesso nas duas competições interclubes Sul-Americanos.

Publicidade

Antes do São Paulo ganhar as Libertadores de 92 e 93, o Cruzeiro havia ganhado a Supercopa dos Campeões da Libertadores em 91 e antes foi vice em 88. Mas ganhou brilhantemente a tríplice coroa em 2003 sob a batuta de Luxemburgo e Alex.

Ambas as equipes possuem centros de treinamento modernos, ambas mantiveram seus treinadores por um período maior em relação aos padrões do futebol brasileiro.

A pergunta que deixo no ar é: será que o Atlético se manterá assim por mais anos, ou o eixo Rio-São Paulo reagirá ante este cenário? Este ano é tudo mineiro, e ano que vem? #Opinião