Tudo começou na década de 80 com o União Nacional sendo o primeiro clube de Macaé a se tornar profissional. Em sua estreia no Carioca da Terceirona, foi goleado pelo Rubro de Araruama. Mas no ano seguinte sagrou-se campeão Estadual da Terceirona do Rio de Janeiro. Por várias temporadas chegou perto de conquistar o acesso à elite do futebol carioca, mas ficou no quase, sempre prejudicado por erros de arbitragem. Com o tempo, o clube desistiu das competições e fechou as portas.

Surgiram então outras tentativas de resgatar o futebol profissional em Macaé, com o União Macaé, Macaé Barra, Independente e Serra Macaense. Mas não corresponderam as expectativas e todos esses "projetos" foram interrompidos.

O Independente era uma espécie de "time da Liga Macaense de Desportos", que utilizava praticamente o mesmo uniforme relembrando o União Nacional, nas cores azul, preto e branco, semelhante à camisa do Grêmio de Porto Alegre. Conquistou o acesso à Segundona do Rio, fez alguns jogos duros com Macaé, mas não seguiu adiante.

Surgiu o Botafogo de Macaé, nas cores preto e branco, filiando-se inicialmente à LMD para disputar o Campeontao Amador Macaense. Neste certame, a equipe era superior tecnicamente às demais e conquistou o bi-campeonato. Nessa época, o Botafogo representou Macaé em uma competição Estadual de clubes campeões.

Veio então o sonho de profissionalizar o clube. Logo na estreia, o Botafogo de Macaé conquistou o título de campeão Estadual da Terceirona. A partir dessa conquista a meta passou a ser o acesso á Primeira Divisão do Rio de Janeiro. Foram várias tentativas frustradas, mas sem desistir após cada fracasso. E nesse período houve uma sugestão de mudança do nome do clube e das suas cores, sendo politicamente aceito pelos cartolas, que até os dias de hoje são os "homens fortes". O Botafogo passou a ser conhecido por Macaé e o novo uniforme passou a ter as cores azul, branco e amarelo.

Finalmente o Macaé subiu no ano em que a Federação Carioca promoveu o Campeonato que aumentaria para 16 o número de clubes no Estadual seguinte. Antes mesmo de chegar à elite, o Macaé já havia disputado um Brasileiro da Terceirona a convite e depois passou a garantir vaga na competição pelo seu desempenho no Estadual.

A cidade ganhou o Serra Macaense, um outro clube que revelou alguns jogadores, foi bi-campeão Estadual nas categorias de base, mas não resistiu financeiramente e encerrou suas atividades.

Com o apoio exclusivo ao Macaé, a Prefeitura reconstruiu o velho estádio do Barra, dando condições ao clube de receber os grandes do Rio no revitalizado Moacyrzão.

Por três vezes o Macaé deixou escapar o acesso à Segundona do Brasileiro, sendo eliminado pelo Paysandu, Chapecoense e Sampaio Correia respectivamente. Agora em 2014, além de garantir o acesso eliminando o favorito Fortaleza em pleno Castelão, sapecou uma impiedosa goleada no CRB pelas semifinais e conquistou o título inédito com um heróico empate diante do centenário Paysandu dentro do Mangueirão.

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