Depois de 23 anos o Banco do Brasil suspende o patrocínio ao voleibol brasileiro, declaração fornecida nessa quinta-feira 11/12/14, após relatório da Controladoria Geral da União (CGU) comprovar irregularidades na gestão financeira na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O banco relatou através de nota sobre a suspensão do patrocínio e a possibilidade de retomada desde que tudo seja devidamente esclarecido e todos os processos financeiros corram de forma clara e transparente.

A investigação

Em março de 2014 a CGU iniciou a investigação referente a contratos entre a CBV e o Banco do Brasil entre 2010 e 2013, na gestão do ex-presidente Ary Graça Filho, hoje mandatário da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

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O relatório demonstra falhas de gerenciamento, com um aumento de despesas sem os devidos esclarecimentos e a redução de bônus para os atletas e a comissão técnica. Outro ponto abordado na investigação é favorecimento ilícito a parentes ou pessoas estritamente ligadas a CBV em algum tipo de contrato. Todo esse processo teve início após reportagem publicada pela ESPN criticando a gestão do ex-presidente da CBV, na qual foram citados os valores pagos à empresa SMP SPORTS MARKETING, de Marcos Pina em 2014 totalizando R$ 188.000,00. Até então ele era o superintendente geral da CBV, que deixou o cargo após as denúncias.

Vergonha

Após cada Olimpíada ressaltamos o desejo de investimentos nos esportes, buscando cada vez mais cedo jovens nas escolas dando melhores condições físicas e intelectuais para um dia serem grande atletas, grandes atletas com ética.

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Dentro de todas as dificuldades o vôlei nacional conseguiu seu espaço no país do futebol, graças a uma estrutura formada por comissão técnica competente e atletas brutos que foram lapidados, tornando-se joias raras através de treinadores talentosos. Todo esse brilhantismo poderá ser prejudicado graças à ganância de cartolas que procuram lesar o esporte por causa de benefícios próprios, procurando sujar o nome dos atletas, comissão, etc. Perdeu-se um grande parceiro, um patrocinador de respeito que preferiu não se envolver em procedimentos antiéticos e retirou seu patrocínio temporariamente. Estamos muito perto das Olimpíadas 2016, problemas envolvendo patrocinador causam em muitos casos danos irreversíveis ao processo de desenvolvimento em equipes de ponta. Que todos os problemas seja sanados de forma correta e que tudo volte ao normal, para o bem e a saúde de um esporte diversas vezes campeão no país. #Negócios #Finança