Uma prancha, um remo e o mar. É a forma que muitos turistas encontram para relaxar, esquecer as horas de trânsito e do mundo quando finalmente conseguem ir ao litoral norte paulista para curtir o alto verão. O SUP ou Stand Up Padle surgiu no Havaí na década de 60. De lá pra cá, apesar de ser um esporte caro - a prancha custa em torno de três mil reais - conquistou muitos adeptos entre celebridades e anônimos que na era das redes sociais investem nas fotos em cima da prancha. "O que importa é a foto. Às vezes a pessoa não quer nem remar, só quer a foto", explica o instrutor de SUP, Roger Douglas de Oliveira, que aluga o material e fornece as orientações necessárias para quem terá contato com o esporte pela primeira vez.

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"Também alugamos caiaque, orientamos com os primeiros passos [para ficar em pé na prancha] e as pessoas que já remam, deixamos bem à vontade", completa o instrutor.

Mas, além da foto, o esporte que invadiu as praias de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba aprimora o contato com a natureza, auxilia na introspecção ou até a não pensar em nada. "Eu gosto de ficar em pé na prancha, pois ganho noção de equilíbrio", diz a jovem Aylana Ferreira Cézar, 26, depois de demorar horas para chegar à praia de Maresias, Costa Sul de São Sebastião, pois a praia estava isolada em razão de deslizamentos na rodovia Rio-Santos, no início dessa semana, sendo atingida por uma forte chuva.

Variando de 30 minutos a uma hora, o turista recebe o bê-a-bá de como ficar em pé na prancha, evitar o desequilíbrio e utilizar o remo.

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Uma hora remando, na boa, tranquilo pode queimar 700 calorias, dizem os especialistas. "Nessa época do ano, aumenta muito a procura, o que nos mantém aqui na praia é o turismo", analisa Roger, que manda um Aloha e está confiante com os meses de temporada para garantir um lucro extra e começar bem 2015.

A rota do surfe

Surfistas da velha guarda dizem que o "efeito Medina" vai contribuir ainda para o advento do esporte no país. Eles dizem que o SUP é uma evolução, quase um tipo de surfe tradicional para quem já não está mais tão radical como o jovem surfista caiçara, campeão mundial, aos 20 anos. "A prática de Stand Up no Brasil só tende a se expandir. Temos disputas de alto nível, bons atletas e condições climáticas para tudo isso", diz o surfista Alexandre "Picuruta" Salazar, um dos precursores da modalidade no Brasil.

No litoral norte paulista, a presença do SUP está praticamente em todas as praias. Em Caraguatatuba, por exemplo, existem aulas na praia do Indaiá, região central; na Martim de Sá, Lagoinha, em Ubatuba, entre outras. Em média, o preço de uma prancha de Stand Up, que pode medir até 16 pés, é de três mil reais. Os remos mais sofisticados saem por R$800. Nas praias, as aulas variam entre R$25 e R$ 70. #AnoNovo2015