Ano após ano as escuderias automobilísticas se esforçam para se manterem competitivas nas pistas, buscando as melhores máquinas, os melhores engenheiros e os melhores pilotos, porém para possuírem tantos ‘melhores’, o montante de dinheiro envolvido nesse jogo é muito grande.

A parte mais visível dessa estrutura é o piloto, afinal de contas ele é o ser humano envolvido nesse esporte, porém as despesas relativas à sua manutenção no cockpit dos carros não causa muito impacto nas contas de uma equipe.

Até em termos numéricos, os pilotos são poucos: apenas dois. A quantidade de recursos técnicos e humanos aumenta exponencialmente, afinal para cada piloto existe uma equipe de engenheiros, pelo menos dois carros, quatro motores, uma quantidade enorme de pneus, milhares de litros de combustível...

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O aporte financeiro é tão grande que poucas empresas se dedicam a esse ramo esportivo. E os chefões da Federação Internacional de #Automobilismo estão sempre em reuniões com os chefões das escuderias para buscarem soluções técnicas que resultem em menos gastos e mais lucros, sem que a segurança seja ameaçada, sem que as disputas fiquem sem emoção e sem o risco de perder público.

Essa equação de difícil resolução implica sempre em mudanças nos motores e design dos carros, renovados a cada ano. Uns centímetros a mais na asa, uns a menos no aerofólio, o bico mais fino de ontem deve ficar mais largo, a potência do motor deve ser limitada, os pneus não podem mais ser trocados ao bel prazer da equipe, e assim as regras vão mudando, os carros ficando mais bonitos ou mais feios, situação que implica diretamente no interesse e acesso do público às corridas.

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O que não muda é o aumento dos custos que faz os investidores ficarem de cabelo em pé.

E a luta continua não só dentro das pistas, mas do lado de fora também, com pilotos e ex-pilotos reivindicando mudanças. Isso indica que, pelo menos na mídia, a F1 estará sempre em alta como assunto a ser debatido por quem ama, ou por quem odeia corridas de carros.

Para quem gosta, só resta esperar pela temporada que começará na Austrália em 15 de março. Depois vêm as corridas na Malásia, Bahrein, China, Espanha, Mônaco, Canadá, Áustria e Inglaterra, ainda no primeiro semestre.

O segundo semestre terá corridas na Alemanha, Hungria, Bélgica, Cingapura, Japão, Rússia, Estados Unidos e México.

O Brasil sediará a penúltima corrida, ficando a última para Abu Dhabi em 29 de novembro.

Vamos esperar para ver e ouvir os possantes móbiles coloridos correrem atrás de boas posições no grid de largada para si e no pódio para seus condutores. E que vença o melhor, ou o mais rápido? Difícil saber, afinal corrida de carros se ganha nos boxes...