Já estamos em 2015 e toda vez que acontece um clássico de times grandes a conversa é a mesma: "a violência das torcidas organizadas". São inúmeros os casos de briga entre torcedores e que resultam em mortes. Não há dúvidas que dentro das organizadas existam bandidos infiltrados e utilizam disso para cometer delitos.

Dessa vez, a briga começou nos bastidores do futebol. O Ministério Público de São Paulo pediu a Federação Paulista de Futebol para que houvesse apenas torcedores do Palmeiras no clássico disputado no Allianz Parque, casa "Palestrina", porém a justiça não aceitou o pedido do MP e os torcedores alvinegros foram ao estádio acompanhar a partida.

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Dentro da arena palmeirense tudo tranquilo, exceto uma briga entre os próprios corintianos por causa das faixas das torcidas organizadas, mas fora aconteceu uma briga muito grande. Os adeptos do Palmeiras tentaram invadir uma área bloqueada pela Polícia Militar, local que seria de entrada e saída torcida corintiana. Para impedir, a PM lançou bombas de gás e entrou em confronto com os alviverdes.

Esses são apenas mais alguns casos de brigas envolvendo torcidas organizadas rivais e a PM. Na semana passada o ex-presidente do Timão, Mario Gobbi, cedeu entrevista e ficou irritado ao ser perguntado sobre casos de violência da torcida do Corinthians. Ele aumentou o tom de voz e disse que isso é um problema da sociedade, do poder público. O que não é nenhuma mentira. Cabe aos governantes educar o povo para que a criminalidade como um todo diminua.

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A questão que fica é, qual o motivo de um dirigente de futebol ficar nervoso ao ser questionado sobre a violência de sua torcida, sendo que ele ajuda essas pessoas a entrarem no estádio, viajar para outros países, etc. No clássico entre Palmeiras x Corinthians a diretoria alvinegra pagou 50% dos ingressos de todos os 1.800 corintianos que foram a Arena. Existem boatos de que essa mesma diretoria fretou os ônibus que levaram as organizadas para Buenos Aires assistir a final da Libertadores e pagou passagem e hospedagem de alguns torcedores no Mundial de Clubes.

Não é um caso, não é um clube. Ano passado, logo após a Copa do Mundo, o Palmeiras foi enfrentar o Santos na Vila Belmiro. Houve uma discussão entre as diretorias sobre a carga de ingressos destinada aos visitantes, quando chegaram a um acordo o presidente do alviverde afirmou que as entradas seriam destinadas aos sócios-torcedores mais assíduos. Resultado? Só se via nas arquibancadas as faixas das organizadas e pessoas vestindo roupas das torcidas.

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Existem casos clássicos de "conivência" com atitudes das organizadas que são as invasões aos Centros de Treinamento. Todo mundo sabe quando haverá um protesto na porta do CT e as diretorias dos clubes não se preocupam e deixam os bandidos invadir. Não pedem reforço policial, ou aumento de segurança particular no local.

Os dirigentes sempre irão negar essas ajudas, nunca irão confirmar para não levarem um pouco da responsabilidade, mas a partir do momento que você custeia viagens, ingressos, facilita invasões, você tem a maior parcela de culpa em atos de vandalismo.

Por isso eu digo, o clube tem que ser punido por atitudes de seus torcedores. Afinal de contas, "por baixo dos panos", eles estão ali com uma ajuda do clube. #Opinião