Há quem esteja preocupado com o Atlético, porque começou bem demais. Não há como discutir se isso é pessimismo ou atleticanismo, que precisa de um motivo para sentir orgulho – que não é o mesmo que arrogância – e, portanto prefere que as coisas sejam difíceis para que a luta seja sempre maior do que o resultado, mesmo quando os resultados sejam bons como os dos últimos anos. O que se discute é que o Atlético não começou bem demais.

Sova no Shakhtar? É valorizar demais um amistoso – que foi amistoso para os dois times – e o #Futebol na Ucrânia. Já era ruim antes dos problemas locais, agora é ainda pior. Espera-se que tenha sido útil, mas não foi nada espetacular.

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A Vitória contra o Tupi foi normal. Uma pressão que deu resultado no começo e depois foi apenas manutenção do resultado. Nada brilhante e o Victor foi obrigado a trabalhar um pouco. O Tupi não tinha quantidade para pressionar o Atlético e até o Marcos Rocha voltou a atuar no modo Marcos Rocha Buarque de Holanda e andou fazendo arte, filosofando e distribuindo sorrisos para o público ao mesmo tempo em que jogava futebol. Ele devia entender que são essas viagens que provavelmente o mantêm fora das convocações da seleção brasileira. O time cansou, voltou a ter jogadores machucados e pareceu um pouco travado em campo.

O jogo contra o Mamoré foi a mesma história. Uma pressão inicial que deu origem ao gol. Depois um relaxamento, que combinado com a chuva e o campo ruim, deixou o time ainda mais lento e travado em campo.

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Ao Mamoré faltava qualidade para uma pressão maior e o técnico, ciente disto, manteve o time fechado. Tirando o pênalti, não houve muito perigo e o Atlético se virando com aquele campo. Saiu o Carlos, que era um dos melhores, senão o melhor em campo, e o time ficou ainda mais travado. Até o Dátalo estava sem pernas. O time parece estar bem, porque é bem distribuído em campo. O Pratto não indicou uma mudança tática tão radical, pois o time jogava com o Jô fazendo função similar.

Considerando o perigo da primeira fase de grupos da Libertadores: muitos jogos na altitude, times fisicamente fortes, muita viagem, o preparo físico é um grande problema. Não dá para estar meia-boca agora e é claro, não pode estar no auge já de uma vez.

Mas não há razão para pessimismo, apesar do time estar longe de estar muito bem, ainda tem muito a melhorar. Existem problemas para serem resolvidos, por isso, Atleticano, no fim, tudo dará certo.