O acidente do espanhol Fernando Alonso durante os testes da pré-temporada 2015 da Fórmula 1 ainda está dando o que falar. Após a escudeira McLaren informar em comunicado oficial que a batida foi causada por rajadas de vento imprevistas, o amigo de Alonso e ex-diretor dele na Renault , Flavio Briatore, diz que o piloto não se recorda do que aconteceu no domingo (22). O bi-campeão, que deve receber alta nesta terça-feira deve ficar fora dos próximos treinos coletivos que serão realizados entre 26 de fevereiro e 1º de março.

Britote, assim como a McLaren, nega que Alonso tenha sofrido um choque elétrico e perdido a consciência antes do acidente e explicou que o piloto tentava manter o carro na pista, como apontou a telemetria.

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Também entram em consenso quando o assunto é negar que houve uma falha mecânica que poderia ter provocado a batida na Curva 3 do Circuito Montmeló, em Barcelona. O espanhol se chocou com o muro a aproximadamente 150km/h - este foi o segundo acidente sério da carreira do piloto, o primeiro impacto grave foi em 2003, em São Paulo.

O que gerou dúvidas sobre o ocorrido, foi a demora da escuderia para divulgar a causa do acidente, foram mais de 24h até o primeiro comunicado oficial. Segundo o ex-piloto Martin Brundle, a equipe explicou que Alonso estava diminuindo as marchas enquanto tentava frear, o que é incomum, já que não se tenta diminuir marchas quando se perde o controle do carro. E não é só Brundle que está especulando que outros fatores tenham influenciado no acidente, o jornal alemão "Bild" classificou como misterioso o acidente do espanhol.

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O depoimento do piloto alemão Sebastian Vettel - que estava logo atrás de Alonso na pista - à revista "Auto, Motor und Sport" dizendo que no momento da batida, o espanhol ia relativamente devagar e que simplesmente desviou para a direita e se chocou diversas vezes contra o muro de proteção, gerou alvoroço entre os comentaristas e amantes do esporte. Essa declaração levantou alguns rumores, entre eles o de que Alonso pode sim ter perdido a consciência por alguns segundos ou que um pedaço do aerofólio frontal tenha se desprendido e bloqueado o volante momentaneamente.

Mesmo com todas essas versões para o acidente, o que foi apurado pela McLaren com base em uma investigação inicial feita nos danos do carro e nos dados da telemetria, é que não houve nenhuma falha mecânica ou elétrica no McLaren MP4-30 Honda de Fernando Alonso. #Automobilismo