Foi divulgada a conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Florianópolis sobre a reconstituição do assassinato do jovem surfista Ricardo dos Santos, conhecido como Ricardinho. O documento, que confrontou as versões das quatro pessoas envolvidas e de uma testemunha, teve parecer inconclusivo. Não foi possível afirmar se o surfista estava ou não com um facão quando ocorreu a discussão, portanto a tese de legítima defesa apresentada pelo policial militar Brentano, não foi confirmada. O laudo de 30 páginas, que apresenta fotos e resultados da perícia, foi concluído no dia 6 de feveiro - menos de um mês após o #Crime.

A reconstituição foi realizada no dia 27 de janeiro, na Guarda do Embaú, no local do crime, com objetivo de esclarecer as dúvidas sobre como ocorreu o assassinato do surfista.

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Segundo o diretor adjunto do IGP, Rodrigo Tasso, o que dificultou a conclusão da perícia foi a divergência dos depoimentos, já que somente os envolvidos podem esclarecer exatamente a posição de cada um deles, as palavras usadas e como aconteceu toda a situação.

Após as informações apresentadas na reconstituição, os peritos afirmam que o surfista estava bem próximo ao carro na hora dos disparos, mas não consegue determinar qual ferimento foi feito primeiro, o que atingiu Ricardinho pelas costas ou pela lateral do corpo. O laudo pericial com todas essas conclusões está anexado aos autos do processo na Comarca da cidade de Palhoça.

O CRIME

Ricardo dos Santos, o surfista Ricardinho, de 24 anos e o policial militar Luis Brentano, de 25, se desentenderam em frente à casa do atleta, na Guarda do Embaú, em Palhoça, no dia 19 de janeiro.

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O policial, que estava de folga, alega ter atirado na vítima em legítima defesa após discussão verbal - Brentano teve porte de arma suspenso pela PM há 3 anos. O surfista morreu no dia seguinte, no Hospital Regional de São José, Grande Florianópolis, e foi enterrado no dia 21 de janeiro no cemitério de Paulo Lopes, cidade vizinha ao município de Palhoça.

O soldado Brentano está preso no Batalhão da Polícia Militar de Joinville, onde trabalhava desde 2008. A corporação ainda não se posicionou sobre a expulsão dele e o processo administrativo corre em sigilo. #Violência