Depois de se envolver em um grave acidente no último dia da pré-temporada de testes da Fórmula 1 no domingo (22), em Barcelona, o piloto da McLaren, Fernando Alonso, passa bem e já está consciente. Após ser encaminhado ao Hospital Geral da Catalunha de helicóptero, o que gerou muita especulação sobre o seu estado de saúde, Alonso tranquiliza os fãs com postagem em uma de suas redes sociais. Segundo o empresário do piloto, Luis García Abad, os exames feitos logo após a batida de carro não indicaram graves lesões, mas o espanhol deve ficar fora dos próximos treinos coletivos que ocorrem entre 26 de fevereiro e 1 de março.

Com as boas notícias sobre o quadro de saúde de Alonso, o que ainda é dúvida entre os fãs do esporte - e do piloto - são as causas do acidente.

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Alonso completava sua 21ª volta quando saiu da pista na Curva 3, no Circuito de Montmeló. Não há imagens oficiais do acidente, mas os vídeos feitos por pessoas que estavam próximas ao local mostram que o McLaren MP4-30 Honda se chocou com o muro e foi percorrendo a área de escape até desacelerar totalmente de maneira suave, o que dá a impressão de que o piloto poderia ter perdido a consciência antes de bater.

A escuderia McLaren se pronunciou nesta segunda-feira (23) para dar sua versão sobre o ocorrido e informou que, ao contrário do que foi publicado em alguns portais, o piloto espanhol não ficou inconsciente após descarga elétrica antes da batida, e garantiu que o causador do acidente foi o vento. Essas informações foram passadas depois de uma investigação feita nos danos do carro e nos dados da telemetria, que constataram que não houve nenhuma falha mecânica e nem perda de carga aerodinâmica em uma análise prévia.

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O piloto de F1, que foi campeão do mundo em 2005 e 2006, havia registrado no domingo a sua melhor passagem em 1min27s956m, enquanto o mais rápido, Carlos Sainz Jr, da STR, havia marcado 1min25s604. Esta é a segunda passagem de Alonso pela McLaren - a primeira foi em 2007, após vencer dois mundiais seguidos. O espanhol passou também pela Renault e defendeu a Ferrari por cinco temporadas, e teve o brasileiro Felipe Massa como parceiro de equipe.