Infelizmente, mais uma vez, um clássico do #Futebol brasileiro ganha repercussão negativa na mídia esportiva. O mais impressionante é que a bola sequer rolou para que isso acontecesse, ainda faltam dois dias para que Palmeiras e Corinthians se enfrentem no estádio Allianz Parque.

O problema causado nos bastidores do clássico foi devido ao veto imposto à torcida corintiana, que teve sua carga de ingressos suspensa por conta de uma determinação do Ministério Público imposta à Federação Paulista de Futebol. Inconformada com a decisão, a diretoria do Corinthians fez um estardalhaço para conseguir reverter a decisão, inclusive ameaçou não entrar em campo caso o clássico tivesse apenas torcedores palmeirenses.

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O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, concedeu entrevista coletiva hoje e fez um grande desabafo sobre a situação pré-clássico. O mandatário não poupou ninguém, sobrou para os comandantes da FPF, para o MP, Paulo Nobre e até a Polícia Militar. O discurso do presidente e o desgaste da situação deixam evidentes apenas uma coisa: o futebol brasileiro continua uma enorme bagunça!

Quando criança, cresci ouvindo comentários de que os estádios brasileiros eram pouco seguros e isso facilitava a confusão entre os torcedores. Na parte estrutural hoje temos um cenário totalmente diferente, o próprio Palmeiras possui, na opinião de muitos especialistas, a melhor arena do futebol nacional. Agora como é possível que um estádio novíssimo, ultramoderno, não consiga receber torcida visitante para uma partida?

Não existe apenas um culpado para essa situação, a desorganização é generalizada e muitas vezes escapa do âmbito esportivo.

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Em primeiro lugar, as autoridades precisam se conscientizar de uma vez por todas da importância de mudar o panorama da violência no futebol brasileiro.

Chega de vista curta para os reais problemas que enfraquecem o esporte, chega de impunidade diante das barbaridades que são praticadas dentro e fora dos estádios, ponto final na falta de fiscalização diante das sentenças que são impostas.

É preciso muito mais do que campanhas vazias de conscientização contra a violência. É preciso prática, pensar em soluções. Montar um cadastro com o nome completo, foto do rosto e registro de digital de todos os torcedores que frequentam os estádios. Faz-se necessário, com urgência, investir em tecnologia para que se equipe os estádios com câmeras, capazes de identificar as faces dos cidadãos presentes, e crie um sistema capaz de impedir, diretamente na catraca, a entrada dos marginais que estão com a digital bloqueada. Não pode haver falha na fiscalização. Não pode se admitir omissão de nenhuma parte envolvida.

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Agora os torcedores, principalmente as organizadas, não podem ser esquecidas nesse problema. De uma vez por todas é preciso deixar muito claro que nada justifica a violência quando o assunto é torcer. Cada pessoa tem o direito de escolher, seja lá por qual razão, o clube que irá cantar o hino, vestir as cores, festejar ou sofrer.

Nenhuma escolha faz de uma pessoa melhor ou pior que a outra. Não há nada que justifique agressão ou até mesmo a morte. Uma vida não vale mais do que o seu fanatismo por um clube. Escolhas diferentes podem gerar rivais de arquibancada por uma vida inteira, agora nunca será motivo para que sejam inimigos. Eu desafio qualquer torcedor de organizada a provar que tem mais amor por um clube do que eu tenho pelo meu. É simplesmente imensurável essa comparação, cada pessoa tem sua maneira de torcer e manifestar isso. É preciso, acima de tudo, respeitar as diferenças e conviver em harmonia com o próximo. #Entretenimento