Dia de clássico em qualquer região do país é dia de atenção maior da polícia e de quem ainda frequenta as partidas de #Futebol apenas como entretenimento. Dessa vez a confusão foi no Rio de Janeiro, próximo ao Estádio Nilton Santos, o Engenhão, onde foi realizado a partida entre Fluminense e Vasco pelo Campeonato Carioca neste domingo (22). Torcedores dos dois times se envolveram em duas brigas generalizadas antes do jogo e 118 pessoas foram apreendidas, entre elas, 19 adolescentes que foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA).

A primeira briga, entre a Young Flu e a Força Jovem do Vasco, ocorreu perto de uma estação de trem no início da tarde, os torcedores jogaram rojões na torcida rival e a PM interviu usando bombas de efeito moral para conter os envolvidos, todos os presos nesse momento foram levados ao Juizado Especial Criminal, dentro do estádio.

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Mais tarde, dois grupos rivais que fazem parte da mesma torcida organizada do Vasco iniciaram um novo confronto. Para controlar a briga, além dos 200 PMs que faziam a guarda, um helicóptero da corporação auxiliou na ação.

O problema das Torcidas Organizadas não é algo exclusivo do Brasil, é um dos maiores problemas no futebol mundial e todos os anos centenas de confrontos entre torcidas rivais ocorrem ao longo dos campeonatos. Segundo a Polícia, mais da metade dos presos no jogo de domingo tem passagem pela polícia, um deles chegou a ser detido em dezembro de 2013, em Joinville, quando vascaínos e torcedores do Atlético Paranaense entraram em conflito dentro da Arena Joinville. Nessa ocasião o jogo foi interrompido e dezenas de pessoas foram levadas ao hospital, algumas em estado grave.

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Durante a tarde desta segunda-feira, os presos foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Eles foram autuados pelos crimes de formação de quadrilha e no artigo 41 B do Estatuto do Torcedor. Antes de saírem em direção ao presídio, mais de 100 parentes dos torcedores compareceram à Cidade da Polícia, em Manguinhos,e muitos deles protestavam por considerar a prisão arbitrária, já que segundo familiares alguns nunca fizeram parte das torcidas organizadas, enquanto isso, outros procuravam advogados para tentar reverter com um habeas corpus.