O GP da Malásia, realizado nesse domingo no circuito de Sepang, quebrou a monotonia da última temporada. A Alemanha ainda está na frente, mas dessa vez não foi o carro, e sim o piloto. Sebastian Vettel levou a Ferrari à primeira vitória desde 2013.

A 40ª da carreira não veio fácil. A estratégia italiana provou-se muito eficiente (até os pits stops foram perfeitos!). As duas paradas com pneus médios, que se mostraram com um rendimento excelente, foram cruciais. Quando Ericsson rodou e o Safety-car foi necessário, o alemão não parou, ao contrário de Hamilton e Rosberg.

Uma pitada de sorte também foi bem vinda. Na segunda parada de Vettel, pneus duros (mais lentos e mais resistentes).

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Já na terceira de Hamilton, a Mercedes optou por pneus duros, quando deveria ter ido de médios, mais velozes. O inglês questionou a equipe sobre a escolha e recebeu um "era o que tinha para o momento, colega. Se vira na pista". Ou quase isso.

Massa segurou como pôde a 5ª colocação, mas Bottas era mais rápido e tinha a abertura da asa a seu favor. O brasileiro largou bem e defendeu as investidas durante as longas retas, mas o traçado diferente cobra seu preço. Na última volta, em um trecho de baixa, o finlandês achou uma brecha e passou. O outro Felipe, o Nars, por sua vez, vai ter que se acostumar com as posições de dois dígitos: 12º. Não está ruim, mas quem esperava um pódio pode ter se decepcionado.

Vale mencionar a estreia frustrada de Alonso pela pobre e deprimente McLaren. Nem o espanhol, nos mais profundos surtos pessimistas, poderia imaginar o abandono ou tamanha draga da escuderia.

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Seu companheiro de equipe, Jenson Button, também foi obrigado a parar. Pelo rádio, a frase que resume o pesadelo: "Estou um pouco surpreso. Estamos conseguindo chegar em alguns carros". Duas corridas e o calvário parece muito longe de terminar. 

Por fim, como não parabenizar o 7º lugar do jovem Verstappen, no alto de seus 17 anos? O novato Carlos Sainz (Toro Rosso), com apenas 20, chegou em 8º. Começa a surgir uma nova geração na F1? 

Na rabeira, a Manor-Marussia enfim achou a chave do carro (deveria estar dentro de algum vaso ou embaixo de algum tapete), ligou os motores e conseguiu terminar a prova, com Roberto Merhi chegando num honroso e último 15º lugar. Honroso porque não quebrou, ao contrario dos já mencionados Button e Alonso, Pastor Maldonado e seu companheiro de equipe Will Stevens, que nem chegou a largar. Um dia vai....

A próxima etapa do mundial de F1 acontece no dia 5 de abril, no Bahrein. #Entretenimento #Automobilismo