Nesta segunda-feira (13), Abel Braga foi um dos convidados do programa Bem, Amigos!, apresentado por Galvão Bueno, no canal a cabo SporTV. De peito aberto, o treinador não fugiu de polêmicas e pela primeira vez deu mais detalhes sobre a saída do Inter ao término do seu contrato no final de 2014. Quanto ao futuro, elogiou a diretoria do São Paulo, agradeceu o contato, mas informou que a partir de julho deve ir mais uma vez ao exterior. Resta saber se para o Qatar ou para os Emirados Árabes.

Eleito presidente do Inter pouco depois da última rodada do campeonato brasileiro passado, Vitório Píffero nunca escondeu sua preferência por Tite, a quem fez uma proposta inclusive mais vantajosa que a do Corinthians, rejeitada pelo treinador, que preferiu retornar ao clube paulista.

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Sem Tite, Píffero tentou retomar o contato com o Abel, que depois de ter ficado em stand by não aceitou mais seguir no clube.

"O que ocorre é que na eleição passada ganhou quem já havia sido meu presidente e que ganhou junto comigo a Libertadores e o Mundial de 2006 como vice de #Futebol já eleito presidente para o ano seguinte. Ou seja, me conhecia. Esperei até o meu limite o contato, que para mim era o último jogo do ano contra o Figueirense (vitória do Inter por 2x1 em Santa Catarina), onde colocamos o time direto na Libertadores. Mas não me procuraram, foram no Tite, aí depois eu já tinha decidido minha vida", contou Abel.

Sem Tite, no Corinthians, e sem Abel, magoado pela forma como a situação foi conduzida, Píffero viu-se obrigado a pensar em outras opções. Luxemburgo chegou a ser tentado, mas igual ao que faz com o São Paulo agora, agradeceu a proposta e alegou não poder deixar o Flamengo.

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Mano Menezes, livre no mercado, foi descartado de pronto pelo mandatário colorado que chegou a dizer que "ele não tem o meu perfil".

"Eu vi dirigente dizer com todas as letras que o Mano Menezes não tinha o perfil dele. Mas que história é essa, cara? O Mano é um treinador campeão, chegou a seleção brasileira e tal. E vem me falar em perfil? Perfil é resultado, é ganhar jogo, não existe isso", esbravejou Abel.

A solução encontrada veio do exterior. Tal como em 2010, quando o Inter apostou no uruguaio Jorge Fossati, o clube buscou o charrua Diego Aguirre, que chamou a atenção dos colorados quando, em 2011, pelo Peñarol, eliminou o Inter da Libertadores em pleno Beira-Rio. O detalhe é que Píffero, em uma de suas tantas entrevistas antes de anunciar o novo comandante, havia deixado claro que não traria um treinador estrangeiro. #Entretenimento #entrevista